Atualizado em 15/05/26 - Escrito por João Pimenta na(s) categoria(s): Estoque
Movimentação de estoque é o registro e controle de todas as entradas, saídas, transferências e ajustes de materiais ou produtos dentro da empresa.
Em uma indústria, esse controle tem um peso grande porque cada material movimentado afeta mais do que o almoxarifado. Uma matéria-prima recebida impacta compras, caixa, planejamento da produção, custo do produto fabricado e prazo de entrega ao cliente.
Quando a fábrica movimenta fisicamente um item e essa informação demora para aparecer no sistema, o saldo deixa de representar a realidade. A partir daí, compras pode comprar o que já existe, vendas pode prometer o que ainda não está disponível e o PCP pode programar uma produção sem material suficiente.
Ao ler este artigo, você vai entender como:
Vamos em frente:
Índice do artigo

A movimentação de estoque representa todo evento que altera a quantidade, localização, condição ou disponibilidade de um item dentro da empresa. Isso inclui entrada de materiais por compra, retorno de cliente, saída por venda, consumo na produção, perda, envio a terceiros, transferência interna e ajuste feito por inventário.
Na prática, toda vez que um produto entra, sai, muda de setor ou tem seu saldo corrigido, existe uma movimentação. Em uma indústria, esse processo é ainda mais detalhado porque a matéria-prima pode entrar pelo recebimento, ir para o almoxarifado, seguir para a produção, virar semiacabado, depois produto acabado e por fim ser faturada ao cliente.
Também entram nesse controle as baixas de matéria-prima nas ordens de produção e as entradas de produto acabado depois do reporte produtivo. Quando esse fluxo fica bem registrado, o saldo de estoque passa a conversar com a realidade física da fábrica, permitindo que o gestor enxergue o que existe, onde está e para qual finalidade aquele material será usado.
Alguns exemplos de movimentação de estoque são:
O ponto central é simples: a movimentação de estoque precisa acompanhar o movimento físico. Quando o material anda e o sistema fica parado, o gestor perde domínio sobre saldo, custo, prazo e capacidade de atendimento.
Essa falta de domínio costuma aparecer em pequenas decisões do dia a dia, como comprar material por segurança, perguntar manualmente para o almoxarife se há saldo ou interromper uma ordem de produção porque o item estava “no sistema”, mas não estava disponível fisicamente.
Para entender por que isso pesa tanto, é preciso olhar para a complexidade do estoque industrial.
A movimentação de estoque na indústria pesa porque o estoque industrial envolve transformação. Em um comércio, o produto normalmente entra pronto e sai pronto. Na indústria, uma matéria-prima pode passar por corte, mistura, usinagem, montagem, inspeção, retrabalho, embalagem e expedição antes de virar venda.
Cada etapa altera saldo, custo e disponibilidade. Se a baixa de material consumido na produção for feita com atraso, o estoque pode mostrar uma quantidade que já foi usada. Se o produto acabado não for apontado no momento certo, o faturamento pode depender de confirmação manual mesmo com a mercadoria pronta na expedição.
O impacto aparece em áreas diferentes da empresa:
A matéria-prima comprada também impacta o caixa. Comprar demais ocupa espaço, aumenta risco de perda e deixa dinheiro parado. Comprar de menos pode parar máquina, atrasar pedido e comprometer a relação com o cliente.
O problema fica mais delicado quando o custo depende do consumo real. Uma baixa incorreta distorce o custo de produção, esconde perdas e atrapalha a análise de margem. Uma ordem de produção que consumiu mais matéria-prima do que o previsto precisa mostrar isso no sistema, porque essa diferença pode revelar falha de processo, perda excessiva, problema de qualidade ou ficha técnica desatualizada.
Também existe o fator rastreabilidade. Indústrias que trabalham com lote, série, validade ou requisitos fiscais precisam saber qual matéria-prima entrou, em qual ordem foi consumida, qual lote foi fabricado e para qual cliente o produto foi vendido.
Sem rastreabilidade de estoque, a empresa demora para responder a problemas de qualidade e pode ampliar o custo de uma devolução, inspeção ou recall. Por isso, o controle de movimentação de estoque deve ser tratado como uma parte do controle industrial.
E aqui surge uma pergunta importante: sua indústria enxerga o estoque como uma área isolada ou como uma fonte diária de informação para decidir melhor?
Antes de pensar em ferramentas mais robustas, vale organizar o processo básico e entender onde a informação começa a se perder.
Para organizar a movimentação de estoque, a indústria precisa começar enxergando os movimentos que já acontecem todos os dias. O objetivo inicial é mapear o processo real, com seus atalhos, atrasos, exceções e conferências manuais.
O primeiro passo é separar os tipos de movimentação. Entradas de compra, devoluções, transferências internas, consumos na produção, perdas, ajustes de inventário e saídas por venda precisam ter nomes claros, responsáveis definidos e regras de registro.
Quando tudo entra como “ajuste” ou “baixa manual”, a empresa perde a origem do problema. O saldo pode até ser corrigido, mas a causa da divergência continua escondida.
Antes de trocar ferramenta, a indústria precisa entender o caminho dos materiais. Uma forma simples de fazer isso é listar os principais fluxos da fábrica, desde o recebimento até a expedição.
Na prática, vale observar:
Esse levantamento costuma mostrar falhas importantes. Muitas indústrias descobrem que o material se movimenta com velocidade, mas o registro fica para depois. Outras percebem que existem setores usando controles paralelos porque não confiam no saldo principal.
Também é importante definir quem registra cada movimentação e em qual momento. O recebimento deve lançar a entrada quando o material é conferido. A produção deve registrar consumo conforme a ordem avança. A expedição deve baixar produto acabado quando o faturamento ou separação ocorrer.
Alguns cuidados práticos ajudam muito nos primeiros dias:
A fórmula básica do saldo ajuda a explicar por que pequenos atrasos viram grandes diferenças:
Saldo final = saldo inicial + entradas – saídas + transferências recebidas – transferências enviadas + ajustes positivos – ajustes negativos
Em linguagem simples, o saldo final mostra o que deveria existir depois de somar tudo que entrou e descontar tudo que saiu. Se uma saída de produção não foi registrada, o saldo final fica maior do que o estoque físico. Se uma entrada de compra foi lançada duas vezes, o sistema mostra material que a empresa não possui.
Exemplo numérico passo a passo:
Aplicando a fórmula: 500 + 300 – 420 – 50 – 10 = 320 kg.
A interpretação prática é direta. Se o sistema mostra 320 kg, mas o estoque físico tem 250 kg, existe uma diferença de 70 kg que precisa ser investigada. Essa diferença pode ter vindo de baixa atrasada, perda sem registro, erro de unidade de medida ou transferência física sem movimentação no sistema.
Para apoiar esse início de organização, baixe a Planila de Controle de Estoque Eficiente e use o material como base para estruturar entradas, saídas, saldos e conferências no curto prazo:
Depois que a empresa entende onde o processo falha, fica mais fácil classificar cada movimentação e criar regras mais sólidas para a rotina industrial.

A movimentação de estoque pode ser dividida em três grandes grupos: entradas, saídas e movimentações internas. Essa separação facilita a análise porque mostra se o problema está no recebimento, na produção, na expedição, no inventário ou na organização física dos setores.
Em uma fábrica, essa classificação evita que todos os movimentos sejam tratados como simples alteração de saldo. Cada tipo de movimentação tem origem, responsável, impacto financeiro e consequência operacional.
As movimentações de entrada aumentam o saldo de um item. O exemplo mais comum é o recebimento de compra, quando a indústria recebe matéria-prima, embalagem, componente, insumo ou material de consumo de um fornecedor.
Também existem entradas por devolução de cliente, retorno de terceiros, entrada de produto acabado e entrada de semiacabado. Em uma indústria plástica, por exemplo, a resina entra pelo recebimento, vai para o almoxarifado e depois é consumida na produção. Quando a peça injetada fica pronta, ocorre uma nova entrada, agora como produto acabado ou semiacabado.
Esse ponto precisa de atenção porque a entrada de estoque deve refletir quantidade, unidade de medida, lote, validade, localização e condição do material. Um item pode ter chegado fisicamente, mas ainda estar bloqueado para uso por falta de inspeção de qualidade.
As principais movimentações de entrada são:
Quando essas entradas são registradas corretamente, o saldo passa a refletir melhor a capacidade real de produção e atendimento.
As movimentações de saída reduzem o saldo. Elas podem acontecer por venda, consumo na produção, perda, refugo, amostra, devolução ao fornecedor ou envio para terceiros.
Na indústria, a saída por consumo produtivo é uma das mais importantes. Quando uma ordem de produção usa matéria-prima, embalagem ou componente, o estoque precisa ser baixado de forma coerente com a realidade. Se a ficha técnica prevê 100 kg de material e a produção usou 112 kg, essa diferença precisa aparecer para que o gestor avalie desperdício, variação de processo ou problema de apontamento.
A saída por venda também precisa estar integrada ao faturamento. Quando a nota fiscal é emitida e o produto acabado sai para o cliente, o sistema deve reduzir o saldo correspondente.
As saídas mais comuns são:
Uma saída mal registrada pode gerar venda de produto inexistente, compra desnecessária ou custo de produção incorreto. Por isso, cada saída precisa ter motivo e vínculo com o processo que a gerou.
As movimentações internas alteram a localização, condição ou classificação do estoque. Elas incluem transferência entre setores, separação para produção, retorno de sobra, reclassificação de produto e ajustes de inventário.
Um exemplo simples é a transferência de um material do almoxarifado central para um estoque da produção. Fisicamente, o item saiu de um local e foi para outro. Se o sistema não registra essa transferência entre estoques, o saldo total pode até continuar correto, mas a localização fica errada.
As principais movimentações internas são:
Ajustes de inventário devem ser usados com critério. Um ajuste corrige o saldo, porém a investigação da causa continua necessária. Quando a empresa ajusta o estoque toda semana sem entender o motivo, ela normaliza o erro e perde a oportunidade de corrigir o processo.
Essa classificação ajuda a criar ordem, mas a confiabilidade depende da disciplina diária. É nesse ponto que muitas indústrias começam a perceber que o problema aparece no estoque, embora tenha origem em falhas de integração entre áreas.
A movimentação de estoque costuma perder confiabilidade quando o registro acontece depois do fato, por outra pessoa ou em outro sistema. Quanto maior a distância entre o movimento físico e o lançamento, maior o risco de erro.
Isso aparece no recebimento quando a entrada é registrada horas ou dias depois da conferência. Também aparece na produção quando a baixa de materiais é feita no fim do dia, no fim da semana ou por consumo padrão, sem validar o que realmente foi utilizado.
Em muitas fábricas, a divergência nasce em pequenas rotinas aceitas como normais. O problema é que essas pequenas falhas se acumulam e passam a comprometer decisões maiores.
Os pontos mais comuns são:
Outro ponto crítico é a transferência física sem registro. O material sai do almoxarifado, vai para a produção, volta como sobra, muda de setor ou é separado para um pedido específico, mas o sistema continua mostrando a localização antiga. O saldo total até pode parecer correto, mas a disponibilidade real fica comprometida.
Planilhas paralelas também reduzem a confiança. Quando o estoque tem uma planilha, o PCP tem outra, compras consulta o ERP e a produção controla consumo no papel, a empresa passa a ter várias versões da verdade. Em reunião, cada área defende seu número e o gestor precisa gastar energia descobrindo qual informação está mais próxima da realidade.
Foi uma dificuldade parecida que a Plano & Maximold, indústria de injeção plástica de alta complexidade, enfrentava antes de evoluir sua gestão. A empresa usava muitas planilhas para suprir limitações do sistema anterior, tinha a gestão de estoque desconectada do restante dos dados, relatórios defasados, projeção de estoque inexistente, lentidão e imprecisão nas informações.
Esse caso mostra uma situação comum em indústrias que crescem com controles espalhados. O estoque parece ser o problema visível, mas a causa está na falta de integração entre estoque, produção, compras, vendas, relatórios e planejamento.
Assista a entrevista da Plano & Maximold abaixo e veja como uma indústria real lidou com esse desafio:
A pergunta que fica para o gestor é importante: quantas decisões da sua fábrica hoje dependem de uma conferência manual porque o dado do sistema perdeu credibilidade?
Quando a confiança cai, o impacto deixa de ser operacional e passa a atingir custo, margem e caixa.
A movimentação de estoque afeta diretamente o dinheiro da empresa. Estoque organizado melhora a operação, mas também protege caixa, margem e qualidade das decisões da diretoria.
Quando o saldo está incorreto, compras pode comprar material sem necessidade. Essa compra consome caixa, ocupa espaço e pode gerar excesso de itens parados. Em contrapartida, se o sistema mostra saldo que não existe fisicamente, a produção pode ser programada sem material suficiente, causando parada, atraso e replanejamento.
O impacto financeiro da movimentação de estoque pode aparecer em várias frentes ao mesmo tempo. Algumas são visíveis no caixa. Outras aparecem de forma indireta, em retrabalho, atraso, margem menor ou perda de oportunidade comercial.
Os principais efeitos são:
A baixa errada de produção distorce o custo real. Se a ordem consumiu mais material do que o previsto e isso não foi registrado, o custo do produto fica subestimado. A empresa pode formar preço com base em um custo menor do que o real e reduzir margem sem perceber.
Uma fórmula simples ajuda a enxergar o problema:
Custo unitário real = custo total consumido na produção / quantidade produzida aprovada
Em linguagem simples, essa conta mostra quanto cada unidade aprovada custou considerando os materiais realmente consumidos. O ponto crítico é que o custo total consumido depende de uma movimentação de estoque correta.
Exemplo numérico passo a passo:
A interpretação prática é forte. Se a empresa vende o produto considerando custo de R$ 8,00, mas o custo real é R$ 8,90, a margem está sendo consumida por uma diferença que talvez ninguém enxergue no relatório. Em produtos de alto volume, essa diferença pode representar muito dinheiro ao longo do mês.
A diretoria deve olhar para o controle de estoque industrial como parte do controle financeiro. Cada movimentação confiável melhora a leitura de custo, consumo, perda, disponibilidade e necessidade de compra.
Perdas sem registro também escondem desperdício. Um material descartado por validade, dano, erro de processo ou problema de qualidade precisa sair do estoque com motivo definido. Se a perda vira ajuste genérico no inventário, a empresa corrige o saldo, mas deixa de aprender com o problema.
Produto acabado sem entrada no momento certo atrasa faturamento. A mercadoria pode estar pronta fisicamente, mas se o estoque não foi atualizado, o comercial ou faturamento precisa confirmar manualmente antes de emitir nota. Esse atraso prejudica prazo, fluxo de caixa e rotina da expedição.
Para sustentar esse nível de controle, a integração entre áreas passa a ser decisiva.
Quando a indústria cresce em volume, variedade de itens, setores internos, lotes e ordens de produção, a movimentação de estoque precisa deixar de depender de controles espalhados. Um exemplo disso é o Nomus ERP Industrial, que ajuda a transformar entradas, saídas, transferências, inventários e apontamentos em dados integrados para a gestão da fábrica.
A proposta é conectar o estoque com compras, recebimento, produção, chão de fábrica, vendas, faturamento, inventário, rastreabilidade e análise de estoque projetado. Dessa forma, o gestor consegue acompanhar o movimento dos materiais dentro de um fluxo industrial, reduzindo retrabalho e aumentando a confiança nos saldos.
Na prática, essa integração ajuda a indústria a organizar pontos como:
A funcionalidade de Compras e recebimento integrados ao estoque permite importar NF-e de compra de fornecedores e abastecer o estoque de matérias-primas, embalagens e materiais de consumo. Isso reduz o risco de entrada manual incorreta e agiliza a atualização dos saldos depois da conferência.
O problema resolvido é comum: materiais chegam na fábrica, são usados ou separados, mas o estoque demora para refletir a entrada. Esse atraso pode gerar compra emergencial, programação incorreta e risco de parada produtiva.
Quando o recebimento alimenta o estoque de forma integrada, a empresa reduz capital parado por erro de saldo e melhora o planejamento de compras.
A funcionalidade de Produção integrada ao estoque registra o consumo dos materiais utilizados na produção e a entrada dos produtos fabricados, sejam acabados ou semiacabados. Esse ponto é central para indústrias, porque o estoque precisa acompanhar a transformação dos materiais.
Ela resolve o problema do consumo registrado fora do sistema ou lançado com atraso. Quando a produção consome matéria-prima sem baixa adequada, o saldo fica artificialmente alto e o custo real perde precisão.
Com a produção integrada, a indústria melhora o cálculo de custo, reduz perda de material sem registro e ganha uma visão mais clara do que foi produzido.
A funcionalidade de Vendas e faturamento integrados ao estoque permite gerar NF-e de saída para clientes baixando o estoque de produtos acabados. Assim, o faturamento passa a conversar com a disponibilidade real dos itens.
Esse controle reduz vendas sem saldo disponível e evita retrabalho logístico. Quando o pedido, o estoque e a nota fiscal estão integrados, a empresa diminui o risco de prometer entrega de produto inexistente e melhora a confiança entre comercial, expedição e cliente.
A funcionalidade de Transferências entre setores de estoque organiza o controle de produtos por setores e permite movimentações entre locais internos. Isso ajuda a refletir no sistema a organização física da fábrica.
Ela resolve a falta de clareza sobre onde o material está. Em muitas indústrias, o saldo total aparece correto, mas o item está no setor errado, separado para outra finalidade ou fisicamente distante de onde deveria ser consumido.
Com transferências registradas, a empresa reduz perdas, melhora a logística interna e diminui o tempo gasto procurando materiais.
A funcionalidade de Inventários permite realizar conferências de produtos para manter o controle de estoque atualizado. O inventário ajuda a comparar o saldo do sistema com o estoque físico e corrigir diferenças com rastreio e critério.
O problema resolvido é o acúmulo de divergências ao longo do tempo. Sem inventário periódico, pequenas diferenças viram grandes distorções, afetando compras, produção, vendas e contabilidade.
Com inventários estruturados, a indústria reduz perdas por divergência e melhora a confiabilidade dos dados usados na gestão.
A funcionalidade de Controle de rastreabilidade com lote e série controla lotes e séries no recebimento, requisição para produção, reporte da produção e faturamento. Isso permite acompanhar o caminho do material desde a entrada até a saída para o cliente.
Ela resolve a ausência de rastreabilidade em processos que exigem controle de qualidade, recall, validade, histórico de produção ou atendimento a exigências de clientes e órgãos reguladores.
O impacto financeiro aparece na redução do risco jurídico, na agilidade para investigar problemas e na possibilidade de limitar o custo de um recall a lotes específicos.
A funcionalidade de Análise do estoque projetado mostra o saldo considerando entradas e saídas futuras, como pedidos de venda, empenhos, requisições, ordens de produção, pedidos de compra e solicitações de compra. Essa visão ajuda o gestor a decidir com base no que está acontecendo agora e no que já está comprometido.
Ela resolve um problema frequente: decisões de compra e venda baseadas apenas no saldo atual. O saldo de hoje pode parecer suficiente, mas parte dele já pode estar reservado para produção ou venda futura.
Com o estoque projetado, a indústria reduz falta de material, diminui excesso de estoque e melhora o uso do caixa.
A funcionalidade de Requisição de materiais no chão de fábrica permite requisitar materiais consumidos a partir da leitura de etiquetas de código de barras. Isso aproxima o registro do momento real de consumo.
Ela resolve o problema do consumo manual, atrasado ou sujeito a erro de digitação. Quando o operador registra a requisição de forma integrada, a baixa de estoque fica mais confiável e a rastreabilidade melhora.
O impacto financeiro está na redução de erro de saldo, na diminuição de perdas sem origem e em uma apuração mais fiel do consumo produtivo.
A funcionalidade de Reporte da produção no chão de fábrica registra a produção efetuada integrada ao apontamento das ordens de produção. Assim, os produtos fabricados entram no estoque com mais agilidade e coerência com a realidade da fábrica.
Ela resolve o problema da produção concluída sem atualização imediata do estoque. Quando o produto acabado demora para entrar no sistema, o faturamento pode atrasar e o comercial pode perder confiança na informação disponível.
Com o reporte integrado, a indústria evita atrasos, melhora a disponibilidade de produto acabado e ganha mais controle sobre o avanço das ordens.
Essas funcionalidades mostram como um ERP para controle de estoque precisa ir além do almoxarifado. O valor está na integração entre os movimentos que já acontecem na fábrica e as decisões que dependem desses dados.
Para ver na prática como o Nomus ERP Industrial pode ajudar sua indústria a organizar a movimentação de estoque, assista uma demonstração do sistema:
Quando a operação começa a exigir esse nível de integração, a pergunta deixa de ser se a planilha ajuda e passa a ser até que ponto ela ainda sustenta a complexidade da fábrica.
A planilha ajuda no começo porque é rápida, acessível e flexível. Ela permite organizar cadastros, registrar entradas e saídas e criar uma primeira disciplina de controle.
Com o aumento da complexidade, a movimentação de estoque passa a exigir integração, validações, rastreabilidade e atualização em tempo próximo ao real. Nesse estágio, o controle manual começa a gerar muito esforço para entregar pouca confiança.
Um sinal claro aparece quando há retrabalho para atualizar saldo. A pessoa registra no papel, depois lança na planilha, depois alguém confere no ERP, depois o gestor monta um relatório separado. Cada etapa aumenta o risco de erro e consome tempo que poderia ser usado para analisar causas e melhorar processos.
Outro sinal acontece quando compras pergunta para o estoque, o estoque pergunta para a produção e ninguém confia plenamente no dado disponível. Essa dinâmica mostra que a empresa depende de pessoas específicas para confirmar informação básica.
Alguns sintomas merecem atenção especial:
O inventário também revela o momento de mudar. Se toda contagem encontra diferença relevante, a empresa precisa investigar se o problema está no recebimento, na baixa de produção, nas transferências internas, nas perdas, nos ajustes ou na falta de integração entre áreas.
Centralizar a movimentação no ERP industrial se torna necessário quando volume, variedade de itens, setores, lotes, produção e faturamento passam a depender uns dos outros. Nesse estágio, o controle isolado não acompanha a velocidade da operação.
A decisão deve considerar o custo do erro. Uma compra desnecessária, uma venda sem saldo, uma produção parada, uma margem calculada de forma incorreta ou um recall sem rastreabilidade podem custar mais do que a estrutura necessária para organizar o processo.
Para avaliar esse custo, observe perguntas práticas:
Essas respostas ajudam a mostrar que o problema de estoque não está apenas no almoxarifado. Ele se espalha por compras, produção, vendas, faturamento, custos e gestão financeira.
Essa análise leva a indústria para o próximo nível de gestão do estoque.
O próximo nível da movimentação de estoque acontece quando cada entrada, saída, transferência e ajuste deixa de ser apenas um lançamento operacional e passa a alimentar decisões melhores. O estoque começa a mostrar consumo real, necessidade de compra, disponibilidade para venda, custo de produção, perdas e localização dos materiais.
Esse avanço muda a forma como a indústria trabalha. O almoxarifado ganha organização, a produção ganha mais segurança para consumir materiais, compras passa a decidir com base em necessidade real, vendas consulta disponibilidade com mais confiança e a diretoria enxerga melhor o impacto do estoque no caixa.
Quando a movimentação de estoque fica organizada, a empresa ganha mais clareza sobre pontos que antes dependiam de conferência manual. O gestor deixa de olhar apenas para saldo e passa a entender o comportamento do estoque dentro da operação.
Na prática, a indústria passa a enxergar melhor:
A empresa também ganha clareza sobre o que precisa melhorar. Um saldo divergente deixa de ser apenas um número errado e passa a ser uma pista sobre falha de processo. Uma perda recorrente deixa de aparecer só no inventário e começa a mostrar onde o desperdício acontece.
Um produto acabado sem entrada no sistema deixa de ser um problema da expedição e passa a mostrar atraso no apontamento produtivo. Esse tipo de leitura eleva o nível da gestão porque transforma movimentações em informação de melhoria.
A movimentação bem organizada cria uma base para decisões industriais mais maduras. Ela ajuda a responder perguntas que fazem diferença no resultado: o que comprar, quando comprar, quanto produzir, qual produto está disponível, qual ordem consumiu mais material, onde estão os lotes críticos e quanto dinheiro está parado em estoque.
Hoje, sua indústria toma decisões de compra, produção e faturamento com base em movimentações de estoque confiáveis ou ainda depende de conferências manuais e informações espalhadas?
Para seguir aprofundando sua gestão industrial, acompanhe os conteúdos da Nomus. Publicamos materiais sobre estoque, produção, custos, PCP, qualidade, compras, ERP e organização de processos para ajudar indústrias a crescerem com mais controle.
A movimentação de estoque é apenas uma parte da gestão industrial, mas ela mostra muito sobre a maturidade da empresa. Quando a indústria melhora seus registros, integra áreas e transforma movimentações em dados confiáveis, ela ganha mais condições de crescer com organização.
Vamos em frente!
Engenheiro de Produção pela UERJ, Sócio e líder de suporte na Nomus. João trabalhou em diversos projetos de consultoria com a Coppe da UFRJ desenvolvendo soluções para MPEs. Participação estratégica e gerenciamento em centenas de projetos de implantação do Nomus ERP Industrial em indústrias dos mais diversos segmentos. Atuação estratégica e liderança nas áreas de gestão, suporte, análise de dados/BI, infraestrutura, desenvolvimento, implantação, sucesso do cliente e financeiro. Movido pela inovação, melhoria contínua dos processos e com foco total na satisfação dos clientes e colaboradores.
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