Não tenho controle sobre os materiais utilizados na produção

Atualizado em 25/06/18 - Escrito por Thiago Leão na(s) categoria(s): Engenharia de produto / Processos e Organização / Produção

Chão de fábrica

Você sabe quais são as dores da sua indústria? Quais problemas te impedem de crescer e expandir seu negócio? Começa a série Dores da Indústria, onde mostramos para você o tratamento adequado para solucionar suas dificuldades.

Neste artigo você pode conferir em vídeo e a transcrição completa do décimo Dores da Indústria, onde falamos sobre não ter controle sobre os materiais utilizados na produção. Mostramos como buscar a solução desse grupo de tratamento voltado ao controle de estoque com emissão de ordens de produção.

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Talvez você nem saiba como esse problema possa estar afetando sua indústria. Clique no vídeo e veja melhor o tratamento dessa dor:

Esperamos ter te ajudado a identificar e tratar esse sintoma. Curta o vídeo, compartilhe e faça seu comentário, para podermos responder mais dúvidas. Sua interação é muito importante para nós.

Aguarde o próximo vídeo da série Dores da Indústria, toda quinta-feira, no Blog Industrial. Assista uma demonstração do nosso ERP Industrial e também acompanhe a Nomus no Papo de Produção.

Veja os outros vídeos da série Dores da indústria

TranscriçãoNão tenho controle sobre os materiais utilizados na produção

Chegamos ao décimo Dores da Indústria! É o episódio 10 dessa série, que nossa principal intenção é ajudar a você que trabalha na indústria a calcular o impacto financeiro que um problema que você sabe que tem causa no seu bolso, qual a perda que tem de dinheiro por ter esse problema. Já falamos de diversos problemas e acredito que a partir do momento que você sabe o quanto de dinheiro está perdendo por ter um determinado problema, vai ter mais efetividade, vai buscar de fato solucionar esse problema.

A maneira que encontramos para organizar essas dores foi por grupos de tratamento. Existem alguns tratamentos, que são soluções, que vão tratar diversas dores. São, em geral, tratamentos sem efeitos colaterais, não gosto de chamar de remédio, porque sempre pensamos nos efeitos colaterais dos remédios e os tratamentos vão trazer apenas ganhos para sua indústria.

Nos oito primeiro artigos falamos das dores que tem como tratamento o Planejamento da produção e compras, com geração de ordens de produção e MRP. Agora falamos das dores tratadas com controle de estoque com emissão de ordens de produção. Por enquanto mapeando cinco temas nesse conjunto de dores. Se você sugerir alguma dor diferente, vamos incluir nesse grupo. A primeira foi Preciso “descer” no almoxarifado para saber o que tem em estoque e hoje vamos falar sobre não ter controle sobre os materiais utilizados na produção.

Impacto financeiro

Esse é sempre um desafio muito grande. Antes de gravar algum vídeo fico pensando, refletindo e até até converso com outras pessoas. “Como podemos calcular a perda de dinheiro que não ter o controle sobre os materiais da produção pode trazer para uma indústria?” Faço o convite para trabalharmos juntos, pegue um caderno, celular ou abra o bloco de notas, o que preferir, uma planilha de excel, e faça contas para pensar no dinheiro que sua indústria está perdendo.

Pense em formas de medir isso também, é uma reflexão, muito melhor você fazer do que simplesmente eu jogar aqui algumas informações. Se você fizer vai ser melhor. As informações que eu trouxer para você, acho interessante refletir sobre elas e procurar reproduzir com o caso da sua indústria.

Chão de fábrica

Aplicando na prática

Quando uma empresa não tem controle dos materiais da produção, em geral, pode ter até um software de gestão, que não faz esse tipo de controle, aí compra a matéria prima, vende produto acabado e a transformação de matéria prima em produto acabado não é tratado pelo sistema e com isso ela não tem o controle, não sabe o quanto de matéria prima está sendo consumida para gerar aquele produto acabado.

A partir do momento que você não tem o controle sobre quais materiais você está utilizando na sua produção, que você não sabe, por exemplo, que para fazer uma mesa foi consumido uma determinada quantidade de madeira, parafusos e tudo mais, a chance de você não saber o quanto tem de estoque é muito maior. Desta forma, remetemos ao primeiro problema de precisar “descer” no almoxarifado para saber o que tem em estoque. A partir do momento que você controla os materiais utilizados na produção, a chance de saber o que tem no seu estoque vai cada vez ser maior.

Além dos problemas citados na falta de controle de estoque no almoxarifado, acho que você tem uma chance maior de perdas de materiais, até por fraude. Se você tem dentro da sua equipe alguém que não tenha a mesma índole que você ou que esteja mal intencionado, que saiba que a empresa não tem esses controles, você pode ser o alvo de uma fraude. Já presenciei alguns casos em empresas que hoje são nossos cliente e antes não tinham esse tipo de controle, que o funcionário mal intencionado, sabendo que a empresa não tinha controle, simplesmente vai lá e pegava alguns materiais, uma quantidade que para empresa era pequena, difícil de ser percebida, mas para ele era algo bastante relevante.

Calculando o prejuízo

Para calcular o valor exatamente é importante que você tenha inventários periódicos para fazer a contagem dos estoques, saber a quantidade que você tem ou que deveria ter, isso enquanto você não aplica o tratamento que é o controle de estoque com emissão de ordens de produção. A partir do momento que o tratamento for aplicado, a necessidade dos inventários vai diminuir profundamente.

Para você medir o valor que está perdendo por não ter controle sobre os materiais utilizados na produção, veja a quantidade que foi produzida, a “receita do bolo”, os ingredientes que você deveria ter usado naquele bolo ou no produto que você fabrica, é possível ter um número exato do quanto deveria ter em estoque. Se a quantidade está menor, a diferença foi uma perda, que pode ser uma perda do processo ou oriunda de uma fraude.


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Engenheiro Mecânico Industrial formado na UERJ e especialista em implantação de sistemas de gestão Industrial na Nomus. Thiago já atuou em fábricas de diversos setores, como: Embarcações, perfuração submarina, metal-mecânica, materiais de escritório, alimentício, cosméticos e tubulação.



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