Atualizado em 21/01/26 - Escrito por Thiago Leão na(s) categoria(s): Custos e Finanças
A gestão de orçamentos é aplicada em indústrias para que você tome decisões importantes quanto a aquisição e consumos de recursos como materiais, mão de obra, contratos com fornecedores, processos, equipamentos, entre outros.
Essa gestão deve ser realizada conforme o objetivo da empresa. O faturamento desejado, as metas de lucro, a redução de custos ideal, a expansão ou contratação de novas ferramentas. Tudo isso deve ser feito com planejamento, planos de contas, contabilizando despesas e ganhos, entre outras questões.
O artigo abaixo mostra como você pode usar a gestão orçamentária para direcionar sua administração quanto a aspectos financeiros como planejamentos, controles e orçamentos que são necessários para boa saúde financeira e controle de despesas.
Faça uma boa leitura!
Índice do artigo

Gestão orçamentária é o processo de planejar, acompanhar e controlar receitas, despesas e investimentos da empresa ao longo de um período, garantindo coerência com os objetivos estratégicos de uma empresa, indústria, organização e até vida pessoal. Essa gestão geralmente é realizada pensando em períodos determinados, como os planos financeiros para os meses e anos seguintes.
O trabalho do gestor perante os orçamentos é listar despesas e receitas, observar seus valores e naturezas, considerar as previsões, e propor atuações para que a empresa atinja seus objetivos.
Logo, a gestão orçamentária aponta soluções e caminhos para a gestão financeira da empresa. É importante para manter a saúde financeira, não gastar mais do que se pode, entender como expandir faturamento e lucro, e os limites de investimentos da organização.
Dessa forma, os relatórios e os dados da gestão de orçamentos permitem:
A gestão de orçamentos, como qualquer outro tipo de gestão, começa com a coleta de informações e dados detalhados da situação da empresa. Não estou dizendo apenas de valores no caixa, mas os relatórios mais recentes, os mais antigos, e os de previsões. Dados sobre a situação interna, mas também externa.
Detalhamento das últimas decisões, custos, gastos, investimentos, contas a pagar, contas a receber, lucro, faturamento. Onde tiver dinheiro, essa informação deve estar a poucos cliques de distância de você no máximo.
O passo seguinte é conhecer os planos, estratégias e objetivos da empresa a curto, médio e longo prazo. Também é necessário fazer recortes mensais, trimestrais, semestrais e anuais. Isso é, de diferentes unidades de tempo, mas respeitando o que faz sentido para a empresa.
Sabendo de onde se está e onde se quer chegar, é hora de traçar planos. Entender o que precisa ser mudado para que se atinja os objetivos da empresa. Onde é necessário investir e que custos devem ser cortados. Que recursos devem ser realocados.
Esse trabalho será inicialmente feito na gestão orçamentária, mas é concluído nas diferentes áreas de gestão da empresa. O gestor de orçamentos nem sempre vai saber que etapa da fabricação o gestor de produção precisa melhorar para reduzir custos, apenas quanto deve ser reduzido.
Para fazer esses apontamentos, é importante usar um ERP, que automatiza a coleta de dados e emissão de relatórios de todas as áreas da empresa.
Você visualizará em dashboards e painéis financeiros boa parte das informações e poderá fazer projeções, calculando consequências, riscos e ganhos de cada tomada de decisão possível.
A gestão de orçamentos de uma empresa de qualquer setor pode ser realizada de diferentes pontos de vista, com diferentes recortes. Escolher o tipo de orçamento empresarial a ser aplicado dependerá do seu objetivo e todos eles devem ser lembrados no seu dia a dia.
Entenda quais são eles abaixo:
O orçamento ajustado é realizado através da revisão e do ajuste do orçamento durante um longo período orçamentário de forma estruturada e planejada.
Revisa-se em frequência regular e ajusta-se conforme as mudanças nas condições de mercado e nas metas da empresa. Possui uma estrutura mais fácil de implementar do que o orçamento contínuo, por exemplo, por ser mais organizado para revisão.
Também colabora para uma alocação de recursos mais eficiente. No entanto, é mais complexo e pode receber resistência de colaboradores ao se abandonar os orçamentos tradicionais.
O Orçamento Base Zero (OBZ) é o tipo de orçamento em que toda despesa é vista como nova, independente de terem sido previstas ou contabilizadas em orçamentos anteriores, além de revisar de forma detalhada seus relatórios para realocar seus recursos com base em méritos e necessidades.
Você revê todas as decisões anteriores conforme o novo cenário e toma novas decisões, inclusive quanto a investimentos já aprovados ou rejeitados anteriormente.
Esse tipo de orçamento ajuda a ter foco estratégico nos objetivos da empresa, dá mais transparência para seus números e ajuda a identificar e eliminar gastos desnecessários ou ineficientes.
Ainda, provê a chance de reavaliar oportunidades de investimento que antes receberam valores menores.
No entanto, é um orçamento que pode ser mais trabalhoso e ainda gerar dificuldades de recursos humanos, uma vez que os trabalhadores da empresa podem entender como instabilidade na gestão e temer ameaças aos seus orçamentos.
O orçamento contínuo é aquele tipo onde se atualiza de forma frequente o orçamento ao longo do período orçamentário.
A revisão e os ajustes são feitos de forma regular para responder às flutuações de mercado e às alterações das metas da empresa.
Reduz incertezas e responde ao presente, sendo melhor aplicada quando se usa um painel financeiro atualizado em tempo real, mas pode demandar recursos de mão de obra e tempo para repensar o orçamento, além de ser mais complexo.
O orçamento estático é o planejamento financeiro feito com base em estimativas fixas para suas receitas e despesas, ou seja, você não leva em conta variações e mudanças.
É um orçamento simples de criar e entender, ideal para empresas de recursos limitados e orçamentos complexos, além de ser muito útil em mercados estáveis onde há poucas e conhecidas mudanças.
Por outro lado, não é muito eficaz em setores mais voláteis, além de desconsiderar imprevisibilidades.
No orçamento flexível, despesas e custos previstos são ajustados de acordo com o nível real de atividade (produção, vendas, horas trabalhadas etc.), permitindo comparações mais justas entre o planejado e o realizado.
Esse tipo permite alterar metas, despesas e receitas levando em consideração variáveis que vão de questões internas, como produção, e atinge questões externas, como demanda e eventos políticos.
É um tipo que permite responder rápido a essas variações e, tem uma previsibilidade mais acertada, mas é mais complexa de gerar e entender, além de baixa aplicabilidade prática em certos cenários.
O orçamento incremental é o tipo onde atualiza-se e ajusta-se orçamentos com base em valores do ano anterior, sem grandes mudanças estratégicas ou táticas, simplificando decisões a aumentar ou diminuir gastos e investimentos. É fácil de aplicar, é estável, é previsível, não gera mudanças bruscas, mas pode resultar em uma gestão ineficiente, retrógrada, atrasada e inerte.
A gestão financeira como um todo, o que inclui tributária, orçamentária, entre outras, é cheia de siglas e termos que precisamos estar atentos para nos comunicar dentro da área.
É verdade que decorar tudo pode ser difícil, por isso ter um glossário à mão permite consultas rápidas a qualquer momento.
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A gestão orçamentária fica muito mais fácil quando você usa ferramentas digitais otimizadas.
Se forem de graça, melhor ainda, e você encontra diversas assim no catálogo de materiais ricos da Nomus
Você encontra materiais e ferramentas como:
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Uma decisão interessante para garantir a boa gestão orçamentária é contratar um sistema de gestão integrada para indústrias. Esse tipo de plataforma integra áreas de vendas, estoque, produção, compras, etc que possibilita análises de custos realistas.
Entre as opções do mercado, está o Nomus ERP Industrial, capaz de gerar dashboards/painéis financeiros dinâmicos com dados que atualizam em tempo real.
Além disso, o Nomus oferece funcionalidades como:
Análise de custos e formação de preço real:
Gere preços coerentes com a margem de lucro desejada e os custos reais de produção (matéria-prima, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação).

Tabelas de preço:
Envie orçamentos a partir de tabelas de preço integradas ao código de custo, definindo regras para aplicação automática dos cálculos no seu processo de vendas.

Gestão por centro de custos:
Acesse dados financeiros com base nos diferentes centros de custos para definir regras coerentes de geração de orçamentos.

Análise de crédito de clientes:
Ofereça condições especiais em seus orçamentos com base no histórico e no limite de crédito do cliente.

Descontos financeiros:
Aplique descontos no seu orçamento de forma condicional a regras pré-estabelecidas.

Cotações de compra:
Registre as cotações para comparar de forma dinâmica.

Portal de cotações de compra:
Ferramenta dinâmica e centralizadora onde você envia convites para seus diversos fornecedores subirem seus orçamentos.

Requisição de materiais para a produção:
Requisite materiais de forma integrada ao controle de custos, assim como controle de rastreabilidade e estoque, garantindo orçamentos coerentes com seu consumo de recursos.

Requisição de materiais de consumo:
Controle a requisição de orçamentos e de materiais para consumo administrativo e operacional com base no centro de custo.

Análise de estoque projetado:
Gere orçamentos com base nas suas necessidades de estoque considerando entradas e saídas futuras, como pedidos de venda não faturados, ordens de produção em andamento e previsão de vendas.

Acesse a demonstração grátis do Nomus ERP Industrial:
A busca pela eficiência produtiva em uma indústria passa por saber fazer uma boa gestão orçamentária. Esse conhecimento você só obtém através de estudo constante sobre uso de recursos, processos de produção, análise de custos e outros tópicos relacionados.
Queremos ajudar você na busca por esses conhecimentos. Você pode contar comigo, meus colegas e convidados para ensinar diferentes lições. Publicamos matérias de todos os assuntos de gestão industrial que ajudarão nos seus estudos.
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Engenheiro Mecânico Industrial formado na UERJ, Sócio e diretor comercial da Nomus. Thiago já atuou em fábricas de diversos setores, como: Embarcações, perfuração submarina, metal mecânica, materiais de escritório, alimentício, cosméticos e tubulação.
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