Brasagem: o que é, como funciona e quando usar na indústria


Atualizado em 14/05/26 - Escrito por Thiago Leão na(s) categoria(s): Produção

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A brasagem é um processo de união de metais em que um metal de adição é aquecido até fundir, com temperatura acima de 450 °C e abaixo da temperatura de fusão do metal base, preenchendo a junta por capilaridade. Na prática, as peças principais permanecem sólidas, enquanto o metal de adição escoa entre elas e forma a união após o resfriamento.

Esse detalhe técnico muda muita coisa dentro da fábrica. Quando a brasagem é bem aplicada, ela permite unir peças metálicas com boa aparência, menor deformação e bom controle dimensional, especialmente em conjuntos delicados, componentes técnicos, tubulações, peças finas e montagens com geometrias mais exigentes.

Ao mesmo tempo, a brasagem cobra disciplina. Uma peça mal limpa, uma folga fora do padrão, um aquecimento irregular ou uma escolha errada do metal de adição podem transformar uma operação simples em retrabalho, atraso, refugo e perda de margem.

Neste artigo, você vai entender:

  • Como funciona o processo de brasagem na prática e quais cuidados ele exige.
  • Quando usar a brasagem industrial em peças, componentes e conjuntos metálicos.
  • Quais falhas mais afetam qualidade, custo e retrabalho.
  • Como controlar materiais, roteiro, OP e inspeção dentro da fabricação.
  • Como sair da execução manual para um processo mais padronizado e confiável.

Vamos em frente:

O que é brasagem

A brasagem é um processo de união de metais em que duas ou mais peças são unidas com o auxílio de um metal de adição. Esse metal de adição funde durante o aquecimento, escoa pela folga entre as peças e, ao resfriar, cria a união entre os componentes.

O ponto principal é que o metal base, ou seja, as peças que estão sendo unidas, permanece sólido. Quem funde é o metal de adição. Essa característica ajuda a reduzir deformações, preservar melhor a geometria das peças e permitir uniões com acabamento mais limpo em muitas aplicações industriais.

A capilaridade é um dos fenômenos mais importantes da brasagem. Ela faz com que o metal de adição líquido seja puxado para dentro da junta quando existe uma folga adequada entre as superfícies. Por isso, a brasagem depende tanto do preparo das peças quanto do controle da distância entre elas.

O metal de adição para brasagem precisa ser compatível com os metais base, com a temperatura de trabalho e com a exigência mecânica da junta. Também pode ser necessário usar um fluxo para brasagem, que ajuda a proteger a região aquecida contra oxidação e melhora o molhamento do metal de adição.

A diferença entre brasagem e soldagem costuma gerar dúvidas. Na soldagem por fusão, normalmente ocorre fusão localizada do metal base. Na brasagem, a união acontece pela fusão do metal de adição e pelo preenchimento da junta, mantendo o metal base sem fusão. Já a solda branda utiliza temperaturas menores, abaixo de 450 °C, sendo comum em aplicações de menor exigência térmica e mecânica.

Na indústria, a brasagem aparece em peças metálicas, componentes de máquinas, tubulações, conjuntos mecânicos, ferramentas, conexões, equipamentos, trocadores de calor, peças de manutenção e produtos fabricados sob encomenda. Em pequenas e médias indústrias, ela também pode ser uma alternativa interessante quando se busca controle dimensional, acabamento e menor agressividade térmica sobre o conjunto.

Mas entender o conceito ainda é apenas o primeiro passo. Para transformar a brasagem em resultado de fábrica, é preciso enxergar como o processo acontece no chão de fábrica, etapa por etapa.

Como funciona o processo de brasagem na prática

O processo de brasagem começa antes do aquecimento. Em muitas fábricas, o erro está justamente em tratar a brasagem como uma operação restrita à chama, ao forno ou ao equipamento de aquecimento. A qualidade da junta começa na preparação da peça, na escolha do consumível, na montagem do conjunto e na definição dos parâmetros.

A brasagem em metais exige que as superfícies estejam limpas, bem ajustadas e preparadas para receber o metal de adição. Óleo, graxa, poeira, oxidação, rebarba e folga incorreta podem impedir o escoamento adequado do material. Quando isso acontece, a junta até pode parecer preenchida por fora, mas ficar fraca, incompleta ou porosa por dentro.

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Etapas básicas da brasagem

A primeira etapa é a preparação e limpeza das peças. As superfícies precisam estar livres de contaminantes que atrapalhem o contato entre o metal base, o fluxo e o metal de adição. Em uma fábrica, isso pode envolver limpeza mecânica, desengraxe, remoção de óxidos, escovamento, lixamento leve ou outros métodos definidos pela engenharia de processo.

Depois vem o ajuste da folga da junta. A brasagem por capilaridade depende de uma distância adequada entre as peças. Uma folga muito pequena pode dificultar a entrada do metal de adição. Uma folga muito grande pode reduzir o efeito capilar, gerar excesso de material e comprometer a resistência da união.

A terceira etapa é a escolha do metal de adição e do fluxo para brasagem. Essa decisão precisa considerar o tipo de metal base, a temperatura de trabalho, o ambiente de uso da peça, a resistência esperada, o acabamento desejado e o custo do consumível. Em uma indústria que fabrica produtos repetitivos, essa escolha precisa estar documentada para evitar variação entre operadores e turnos.

Em seguida ocorre a montagem do conjunto. As peças precisam ficar posicionadas corretamente antes do aquecimento. Gabaritos, dispositivos de fixação e instruções visuais ajudam a manter repetição, principalmente em produção seriada ou em peças com tolerância dimensional mais apertada.

O aquecimento deve ser controlado. A região da junta precisa atingir a temperatura necessária para que o metal de adição funda, molhe as superfícies e escoe pela folga. Aquecimento insuficiente dificulta o preenchimento. Aquecimento excessivo pode oxidar a peça, queimar fluxo, alterar propriedades do metal base ou deformar o conjunto.

Quando o metal de adição atinge a condição adequada, ele escoa e preenche a junta. Esse momento exige atenção do operador, porque excesso de vareta, aplicação fora de posição ou aquecimento desigual podem gerar acúmulo, falhas internas e acabamento irregular.

Após a união, vem o resfriamento e a inspeção. Dependendo da aplicação, a peça pode passar por limpeza de resíduos de fluxo, inspeção visual, ensaio de estanqueidade, verificação dimensional, controle de aparência, teste mecânico ou outro procedimento definido pela qualidade.

Aqui surge uma pergunta importante: se tantas variáveis influenciam a junta, faz sentido tratar a brasagem apenas como habilidade individual do operador? Em operações industriais, a habilidade continua importante, mas o processo precisa ser organizado para que o resultado dependa menos de memória, improviso e tentativa.

Essa visão ajuda a entender em quais situações a brasagem faz mais sentido dentro da indústria e quando ela precisa ser avaliada com mais cuidado técnico.

Quando usar brasagem na indústria

A brasagem industrial costuma ser usada quando a empresa precisa unir peças metálicas preservando melhor a geometria do conjunto. Como o metal base permanece sólido, o processo pode gerar menor deformação em comparação com processos que aplicam fusão direta nas peças principais.

Isso é especialmente útil em peças finas, componentes com encaixes delicados, conjuntos com áreas pequenas de união, montagens com boa exigência estética e produtos que precisam manter dimensões mais controladas após a união. Em muitos casos, a brasagem também permite unir materiais diferentes, desde que exista compatibilidade metalúrgica e seleção adequada do metal de adição.

Na prática, a brasagem pode aparecer em manutenção industrial, fabricação seriada, montagem sob encomenda, componentes de máquinas, conexões, tubulações, conjuntos mecânicos, equipamentos elétricos, peças de refrigeração, ferramentas e subconjuntos técnicos. Em empresas que trabalham com variedade de produtos, ela pode ser uma etapa pequena dentro do roteiro, mas ainda assim relevante para custo, prazo e qualidade.

Um exemplo simples é uma indústria que fabrica pequenos conjuntos metálicos sob encomenda. A peça pode passar por corte, dobra, usinagem, limpeza, brasagem e acabamento. Se a brasagem falha, todo o valor acumulado das etapas anteriores fica em risco. O custo do erro não está apenas na vareta ou no fluxo consumido, mas no tempo de máquina, mão de obra, material base e prazo comprometido.

A brasagem também pode ser interessante quando a aparência da união importa. Em alguns produtos, cordões volumosos, deformações visíveis ou excesso de retrabalho no acabamento prejudicam a percepção de qualidade. Com a técnica correta, a brasagem pode entregar uniões mais limpas e adequadas ao desenho da peça.

Por outro lado, existem cuidados importantes. Quando a junta exige resistência mecânica muito elevada, exposição a ambiente agressivo, alta temperatura de serviço, pressão, vibração intensa ou validação técnica rigorosa, a engenharia precisa avaliar materiais, geometria, procedimento e critérios de inspeção com mais profundidade. Em alguns casos, a brasagem será adequada. Em outros, pode ser necessário outro processo de união ou uma validação mais robusta.

Também vale considerar o volume de produção. Em uma peça única de manutenção, a decisão pode ser mais artesanal, desde que respeite requisitos técnicos. Em produção repetitiva, a brasagem precisa entrar no controle do processo, com padrões definidos, operadores treinados e registros suficientes para análise.

Quando a fábrica entende onde a brasagem se encaixa, o próximo desafio é começar a aplicar o processo com controle, sem transformar a operação em uma sequência de tentativas no chão de fábrica.

Como começar a aplicar brasagem na fábrica com mais controle

Para começar a aplicar brasagem com mais controle, a empresa deve escolher uma peça piloto. Essa peça precisa representar uma aplicação real, mas com risco controlado. O objetivo é testar o processo, registrar parâmetros, avaliar resultado e criar uma referência antes de ampliar o uso para outros produtos.

A peça piloto ajuda a fábrica a sair do campo da opinião. Em vez de depender apenas da frase “sempre fiz assim”, a equipe passa a observar dados concretos: qual metal de adição foi usado, qual fluxo funcionou melhor, qual folga foi adotada, qual tempo médio de operação ocorreu, quais falhas apareceram e qual taxa de retrabalho foi registrada.

O segundo passo é registrar os materiais usados. Isso inclui metal base, metal de adição, fluxo, lote dos consumíveis, dispositivo de fixação, ferramenta de limpeza e qualquer outro item relevante. Quando a empresa não registra esses dados, fica difícil descobrir se uma falha veio da operação, do material, da preparação ou de uma mudança não percebida no processo.

Também é importante criar uma instrução simples de operação. Essa instrução deve explicar, com linguagem clara, como preparar a peça, como montar o conjunto, qual folga buscar, como aplicar o fluxo, como aquecer, como adicionar material e como inspecionar. O documento precisa ajudar o operador no trabalho real, sem virar um texto burocrático que ninguém consulta.

A padronização da limpeza merece atenção. Muitas falhas na brasagem nascem de uma superfície aparentemente aceitável, mas contaminada com óleo, oxidação ou sujeira fina. Quando cada operador limpa de um jeito, o resultado também varia. Por isso, vale definir método, ferramenta, frequência e critério visual de aprovação.

Outro ponto é o treinamento dos operadores. A brasagem envolve percepção visual, controle de temperatura, coordenação manual e leitura do comportamento do metal de adição. Treinar significa mostrar o padrão esperado, demonstrar falhas comuns e criar uma linguagem comum entre produção, qualidade e engenharia.

A empresa também deve medir refugo, retrabalho e tempo de processo. Sem esses números, a brasagem pode parecer barata porque consome pouco material, mas esconder horas de ajuste, limpeza, correção, inspeção repetida e atraso na liberação do produto. O custo real aparece quando a fábrica mede o caminho completo da peça.

Um cuidado adicional é separar testes de produção comercial. Testar uma condição nova diretamente em um pedido de cliente aumenta o risco de atraso e retrabalho. O ideal é validar em amostras, registrar os resultados e só depois liberar a condição para produção.

Começar com controle evita que a brasagem dependa apenas de pessoas específicas. Isso prepara a fábrica para discutir os pontos críticos que realmente afetam qualidade, custo e margem.

Pontos críticos da brasagem que afetam qualidade, custo e retrabalho

A brasagem pode parecer simples quando observada de fora, mas pequenas variações geram efeitos importantes na junta. O problema é que muitas dessas variações passam despercebidas no momento da operação e só aparecem depois, quando a peça falha na inspeção, vaza, quebra, apresenta acabamento ruim ou precisa voltar para retrabalho.

O primeiro ponto crítico é a limpeza. Uma peça mal limpa reduz o molhamento do metal de adição e dificulta o preenchimento da junta. Na prática, a equipe pode aumentar o aquecimento ou adicionar mais material tentando compensar um problema que começou antes da chama ou do forno.

A folga inadequada também compromete o resultado. Quando a distância entre as peças fica fora do padrão, a capilaridade perde eficiência. Isso gera juntas incompletas, excesso de material externo, falhas internas ou variação de resistência entre peças aparentemente iguais.

O aquecimento irregular é outro fator importante. Se uma região aquece mais do que a outra, o metal de adição pode correr para o lado errado, acumular em pontos específicos ou não preencher toda a junta. Em peças delicadas, o aquecimento mal distribuído também pode deformar o conjunto e dificultar etapas posteriores.

O excesso ou a falta de metal de adição interfere no custo e na qualidade. Falta de material pode deixar a junta incompleta. Excesso de material aumenta consumo, gera acabamento pior, exige limpeza adicional e pode mascarar falhas de montagem. Em produção repetitiva, alguns gramas a mais por peça viram custo relevante ao longo do mês.

O fluxo mal aplicado também causa problemas. Pouco fluxo pode deixar a peça vulnerável à oxidação. Excesso de fluxo pode aumentar resíduos, dificultar limpeza e gerar variação no acabamento. O ponto correto depende do material, da geometria e do método definido para a operação.

Falhas comuns que merecem atenção

Entre as falhas mais comuns na brasagem, a fábrica deve observar junta sem preenchimento completo, porosidade, excesso de material, oxidação, baixa aderência, vazamento, deformação, acabamento irregular e falha após esforço mecânico. Cada uma dessas falhas tem causa provável, mas a investigação só funciona bem quando existem registros do processo.

A ausência de inspeção formal é um risco frequente. Quando a aprovação depende apenas de uma olhada rápida, a empresa perde a chance de identificar tendência de falha antes que ela vire problema maior. A inspeção pode ser simples, mas precisa ter critério. Em alguns produtos, inspeção visual e dimensional já ajudam bastante. Em outros, pode ser necessário teste de estanqueidade, ensaio destrutivo em amostras ou controle de parâmetros.

A falta de registro dos parâmetros usados fecha o ciclo de descontrole. Sem saber quem produziu, qual material foi usado, qual lote de consumível entrou, qual temperatura ou condição de aquecimento foi aplicada e qual resultado de inspeção foi obtido, a empresa fica dependente de lembranças. Quando o problema aparece dias depois, a investigação vira conversa longa e pouco conclusiva.

Esse ponto merece uma reflexão mais forte. Quantas fábricas perdem margem em processos de união porque tratam defeitos como “problema de operador”, quando na verdade não existe padrão suficiente para separar falha humana, falha de método, falha de material e falha de controle? A maturidade industrial começa quando a empresa deixa de procurar culpados e passa a construir evidências.

As pequenas variações da brasagem afetam retrabalho, refugo, atraso, consumo de material, hora de mão de obra e confiança na entrega. Por isso, controlar a brasagem dentro do processo de fabricação deixa de ser uma preocupação apenas técnica e passa a ser também uma questão de gestão industrial.

Como controlar a brasagem dentro do processo de fabricação

A brasagem precisa aparecer no sistema produtivo quando consome insumos relevantes, impacta tempo, influencia qualidade ou altera o custo do produto. Em muitas indústrias, a etapa existe no chão de fábrica, mas não aparece com clareza na engenharia, no PCP, no estoque ou na apuração de custos. Esse desencontro gera perda de controle.

O primeiro ponto é incluir os consumíveis da brasagem na lista de materiais quando eles forem relevantes para custo, rastreabilidade ou reposição. Metal de adição, fluxo, gases, peças auxiliares e outros insumos precisam ser considerados conforme o tipo de produto e o nível de controle necessário. Quando esses itens ficam fora da estrutura, o consumo real não aparece e o custo do produto fica incompleto.

A etapa de brasagem também deve aparecer no roteiro de fabricação quando impacta tempo, capacidade, custo ou qualidade. Isso ajuda o PCP a entender a sequência produtiva e evita que a operação seja tratada como algo informal entre duas etapas principais. Se a brasagem consome tempo de operador, equipamento, dispositivo e inspeção, ela precisa estar visível no roteiro.

A ordem de produção deve indicar o que será produzido, quais materiais serão usados e qual sequência será seguida. Esse registro ajuda o operador, o almoxarifado, o PCP e a qualidade a trabalharem com a mesma informação. Quando a OP é fraca ou inexistente, a produção depende de conversas, anotações soltas e memória da equipe.

Parâmetros críticos também precisam ser registrados quando influenciam a qualidade. Temperatura, tempo de aquecimento, amperagem, lote de material, tipo de fluxo, operador responsável, dispositivo usado e resultado de inspeção podem ser importantes, dependendo da aplicação. O nível de controle deve ser compatível com o risco e com a exigência do produto.

O sistema Nomus ERP Industrial permite organizar informações de engenharia, produção, estoque e qualidade em um fluxo integrado. Em um processo de brasagem, isso ajuda a transformar uma etapa operacional em uma etapa produtiva controlada, com materiais, ordens, roteiros e inspeções registrados de forma mais confiável.

Lista de materiais

A funcionalidade Lista de materiais permite criar a estrutura dos produtos acabados e semiacabados informando as quantidades necessárias para fabricação. No caso da brasagem, isso ajuda a registrar metal de adição, fluxo e outros insumos relevantes, evitando que o consumo fique fora do custo do produto.

O problema resolvido é a produção baseada em listas incompletas ou informais, que dificultam rastreabilidade, compras e apuração de custo. O impacto financeiro vem da redução de desperdício, do melhor controle de estoque e da formação de custo mais próxima da realidade.

Geração de ordens de produção

A funcionalidade Geração de ordens de produção permite formalizar a produção para estoque, sob encomenda ou com ordens pais e filhas. Para uma peça que passa por brasagem, a OP ajuda a indicar o que será fabricado, quais materiais serão consumidos e qual sequência deverá ser seguida.

Isso resolve o problema da produção sem formalização, em que as etapas dependem de papel, comunicação verbal ou controles paralelos. O impacto financeiro aparece no melhor controle de produtividade, na redução de erros de execução e na capacidade de rastrear o custo por ordem.

Funcionalidades avançadas no roteiro de fabricação

A funcionalidade Funcionalidades avançadas no roteiro de fabricação permite registrar tempos específicos por máquina, definir centros de trabalho alternativos, calcular tempos por fórmulas e reutilizar roteiros. Em processos de brasagem, isso é útil quando a etapa varia por tipo de peça, volume, equipamento ou complexidade da junta.

O problema resolvido é a falta de flexibilidade da engenharia para representar a realidade produtiva. O impacto financeiro vem da redução de gargalos, do melhor planejamento da capacidade e da identificação de operações que consomem mais tempo do que o previsto.

Inspeção de parâmetros do processo produtivo

A funcionalidade Inspeção de parâmetros do processo produtivo permite registrar resultados de inspeção de variáveis importantes, como temperatura, velocidade, amperagem e outros parâmetros do processo. Na brasagem, esse controle ajuda a acompanhar condições que afetam diretamente a qualidade da junta.

Isso resolve o problema de processos produtivos sem monitoramento sistemático de parâmetros críticos. O impacto financeiro aparece na redução de variação, retrabalho, refugo e desperdício de materiais já processados.

Para ver como esse tipo de controle funciona em uma rotina industrial, assista uma demonstração do Nomus ERP Industrial:



Quando produção, estoque, engenharia e qualidade trabalham com a mesma informação, a empresa ganha clareza operacional. A brasagem deixa de ser uma etapa escondida no meio da fabricação e passa a ser parte de um fluxo controlado, com impacto visível em custo, prazo e qualidade.

Esse tipo de organização fica mais fácil de entender quando observamos uma indústria real que precisou sair de controles manuais e sistemas desconectados para enxergar melhor seus processos.

Um exemplo real de organização em uma indústria de metal, usinagem e solda

A Saipe Metais é uma indústria ligada a usinagem, equipamentos, estamparias e solda. Antes de melhorar sua gestão, a empresa usava papel e caneta, além de pequenos sistemas para vendas. Essa forma de controle gerava processos lentos e complexos, falta de registro confiável de dados e dificuldade para enxergar gargalos financeiros.

O problema também aparecia no resultado. A empresa passava por prejuízos e perda de lucratividade por gargalos invisíveis, desperdício de dinheiro na compra de matéria-prima e fabricação de produtos, além de desperdício de tempo em processos manuais.

A conexão com a brasagem é direta para muitas indústrias metalúrgicas. Processos como solda, usinagem, estamparia, montagem e união de metais dependem de habilidade técnica, mas também precisam de OP, materiais registrados, roteiro, custos, inspeções e dados confiáveis. Quando cada informação fica em um lugar, a fábrica perde velocidade e capacidade de análise.

Em uma operação com brasagem, por exemplo, a falta de controle pode esconder consumo excessivo de metal de adição, retrabalho recorrente, perda de material base, atraso em pedidos e custo real acima do previsto. O gestor pode até perceber que a margem está apertada, mas não consegue localizar com clareza onde o dinheiro está escapando.

Por isso, o caso da Saipe Metais mostra uma lição importante: processos metalúrgicos exigem organização além da execução técnica. Papel, anotações soltas e sistemas desconectados funcionam por algum tempo, mas começam a limitar a empresa quando o volume aumenta, a variedade cresce e a exigência dos clientes fica maior.

Assista a entrevista com a Saipe Metais abaixo:

O aprendizado desse exemplo é simples e prático. Uma indústria que controla melhor seus dados consegue discutir produção, compras, estoque, qualidade e custo com mais clareza. A partir daí, fica mais fácil evoluir da brasagem manual para um processo realmente industrial.

Como evoluir da brasagem manual para um processo industrial controlado

O primeiro ganho da brasagem vem da execução correta. Isso envolve limpar bem as peças, ajustar a junta, escolher o metal de adição adequado, aquecer de forma controlada e inspecionar o resultado. Sem essa base técnica, qualquer tentativa de controle fica frágil.

O ganho seguinte vem da padronização. Quando a fábrica define método, instrução, materiais aprovados, sequência de trabalho, critérios de inspeção e treinamento, ela reduz a dependência de improviso. A experiência do operador continua valiosa, mas passa a trabalhar junto com um padrão claro.

O ganho mais forte aparece quando a brasagem entra no controle integrado da produção. Nesse estágio, a etapa aparece na lista de materiais, no roteiro, na OP, no consumo, na inspeção e na análise de custo. O gestor deixa de enxergar apenas peças prontas ou defeituosas e passa a entender o processo que levou até aquele resultado.

Essa evolução pode seguir uma sequência prática: primeiro dominar a técnica, depois registrar a execução, em seguida inspecionar com critério, depois acompanhar custo e, por fim, usar os dados para melhoria contínua. Cada etapa aumenta a maturidade operacional da fábrica.

Em uma pequena indústria, isso pode começar de forma simples. Uma planilha bem montada, uma instrução clara e uma rotina de inspeção já ajudam no início. Com o crescimento, a necessidade de integração aumenta, porque a produção passa a depender de informações conectadas entre engenharia, compras, estoque, PCP, chão de fábrica e qualidade.

O ponto central é que a brasagem não deve ficar isolada como uma habilidade escondida dentro da produção. Quando ela impacta qualidade, prazo, consumo e custo, precisa ser tratada como parte do sistema produtivo. Essa mudança de visão ajuda a empresa a proteger margem, reduzir retrabalho e criar uma base mais confiável para crescer.

No fim, a pergunta que fica para o gestor é direta: a sua fábrica conhece tecnicamente a brasagem que executa ou apenas repete um método que funcionou no passado?

Hoje, sua empresa controla a brasagem com materiais, parâmetros, inspeções e custos registrados ou ainda depende da memória dos operadores para manter a qualidade da união?

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A gestão industrial evolui quando a empresa olha para seus processos com mais clareza. Temas como produção, engenharia, qualidade, estoque, custos e rastreabilidade fazem parte da rotina de qualquer indústria que deseja crescer com mais controle e menos desperdício.

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Vamos em frente!

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Autor do Artigo

Thiago Leão

Engenheiro Mecânico Industrial formado na UERJ, Sócio e diretor comercial da Nomus. Thiago já atuou em fábricas de diversos setores, como: Embarcações, perfuração submarina, metal mecânica, materiais de escritório, alimentício, cosméticos e tubulação.

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