Oportunidade para engenheiro de produção: como trabalhar em indústrias

Atualizado em 25/06/18 - Escrito por Thiago Leão na(s) categoria(s): Processos e Organização / Produção / Recursos Humanos

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Nossa série, Papo de Produção, tem como objetivo tratar de uma maneira eficiente as questões e assuntos relacionados a gestão das indústrias. Desta forma, um leitor do Blog Industrial Nomus entrou em contato para que tratássemos de uma dúvida, através do nosso canal no Youtube. Assim, no artigo de hoje vamos tentar mostrar de maneira clara sobre o início da carreira  e a oportunidade para Engenheiro de Produção nas indústrias.

Convidamos você a também entrar em contato no caso de dúvidas no ramo de gestão industrial. Será um prazer ajudar em sua compreensão criando materiais no Papo de Produção.

Confira na íntegra a interação com o leitor Renan de Oliveira Pereira:

“Muito legal o video ! To muito animado pra começar a ver essas matérias do ciclo profissional da eng. de Produção, como PCP.

Pedro, tenho uma dúvida, mas não sei até que ponto ela é pertinente. Vc ja falou em outras ocasiões que é aqui do Rio, eu tbm sou. Entre os meus colegas de curso na UFRJ e nas próprias iniciativas extracurriculares que nós alunos fazemos, vejo uma pegada muito forte da galera querendo entrar em mercados de consultoria empresarial, mercado de serviços em geral etc.

Acaba sendo razoável devido ao Rio (capital) ser uma região que tem o setor de serviços muito mais desenvolvido do que o setor industrial.
Nesse sentido, qual o conselho que vc daria para quem quer seguir uma pegada mais industrial? Tanto em questão de carreira (cidades com bastante oportunidade na área, boas empresas para conseguir mais experiência e conhecimento), quanto por questões de preparação (Cursos além da graduação, como os belts em Lean 6 Siga etc. Aliás, aproveitando esse gancho, como não tive como ver o Webinar todo, me restou uma duvida. É viável uma pessoa começar a correr atrás de treinamentos de Belts no Lean 6 sigma antes de fechar a graduação?)”

Respondendo o estudante

Renan questionou se essa dúvida é pertinente e consideramos que todas são. Assim, confira na íntegra a resposta enviada ao espectador da Nomus, com comentários extras:

Olá Renan, legal ver alguém da UFRJ querendo trabalhar com indústrias. Eu também fiz graduação e mestrado em engenharia de produção na UFRJ. Já faz mais de 10 anos que concluí o mestrado na Coppe e 13 que concluí a graduação.

Desde a época que estava na graduação, via pessoas interessadas em consultorias e e mercado financeiro, basicamente, não via muitas pessoas interessadas em trabalhar com indústria. Acabei me encantando com as aplicações que a Engenharia de Produção tem no seguimento industrial e as oportunidades que conseguimos desenvolver. Trazemos muitas melhorias para as indústrias. Às vezes a aplicação de uma ferramenta simples traz uma melhoria enorme e isso me deixou encantado. Meu primeiro contato foi por meio da empresa júnior, da Fluxo Consultoria, onde fiquei por três anos. Via na prática os resultados que nós galgávamos com os projetos usando Engenharia de Produção. Não eram muitas pessoas que queriam trabalhar na indústria, por isso achei tão interessante ver esse interesse do Renan.

LEIA MAIS – Ferramentas de PPCP para solucionar um problema industrial complexo


Está fazendo PCP com quem? Na minha época os professores eram o Heitor para PCP 1 e o Jardim para PCP 2. Monstros do conhecimento do PCP. Se puder, mande um abraço para eles por mim.

Inclusive, recentemente, tive uma reunião com meu antigo professor, Jardim. É um conhecimento fantástico que consegue nos transmitir. É incrível, fiz o PCP 1 com o professor Heitor e tínhamos uma inundação de conhecimento conceitual, muito material mesmo, Sistema Toyota de Produção, os livros do Correia, enfim, para aprendermos esses conceitos. No período seguinte chegou o Jardim com uma maleta com um jogo de Lego e tivemos uma visão mais prática das teorias que estão por trás da gestão industrial, da produção, conceito de Teoria das Restrições, gestão da qualidade.

Na minha época, a indústria também não era o setor mais procurado pelos meus colegas. Eu tive o primeiro contato profissional com a indústria quando estava na empresa júnior Fluxo Consultoria no ano de 2000 e fiquei encantado ao ver as aplicações das teorias na prática. Depois disso, ainda fiz estágio na L’Óreal e decidi seguir uma carreira empreendedora trabalhando com indústrias.

Acredito que o Rio precisa muito de bons engenheiros querendo trabalhar na indústria. Apesar de não ser o maior polo industrial do país, temos muitas indústrias de manufatura que precisam da ajuda de pessoas como você. Não sei que período você está, mas se ainda dá tempo de fazer estágios, tenho certeza que se você procurar, vai encontrar oportunidades em pequenas, médias e grandes indústrias para trabalhar com PCP.

Esse recado não vale apenas para o Renan, todas as regiões do Brasil precisam de bons engenheiros trabalhando nas indústrias. Busque uma indústria local, de onde estiver fazendo faculdade, e faça estágio, não é preciso sair para isso. Insisto que, é importante ajudar a desenvolver sua região, contribuindo com o conhecimento que está adquirindo na faculdade.

Depois que você concluir a graduação, se quiser sair do Rio, o maior polo industrial do país é São Paulo. Mas, insisto, acredito que é possível continuar no Rio e trabalhar na indústria.

Meu conselho é você buscar uma vaga de estágio com um trabalho interessante nas áreas de PCP, qualidade ou custos, por exemplo de uma indústria no Rio. Depois que conseguir isso, fique o máximo de tempo possível nesse estágio para conhecer com mais profundidade os desafios da indústria. Eu vejo algumas pessoas ficando 6 meses em cada estágio com o objetivo de adquirir novas experiências. Acredite em mim, 6 meses é muito pouco tempo. É melhor ficar 2 anos em um lugar em que você consiga se desenvolver e aprender coisas novas do que os mesmos 2 anos em 4 lugares, ficando 6 meses em cada um.

Na minha época de faculdade, tinha alguns colegas, que eram efetivados antes de se formar e acabavam tendo muita dificuldade na graduação, porque a empresa exigia muito da dedicação dessas pessoas como efetivado, trabalhando até 10 horas por dia, deixando de lado as obrigações acadêmicas. Acho fundamental concluir o que você começa, caso consiga conciliar trabalho e faculdade, ótimo.

Com relação aos cursos complementares, eu conheço muito bem a estrutura dos cursos da Voitto e recomendo demais. Mesmo que esteja na graduação, não tem problema. O pacote que a gente estava promovendo já está com as inscrições encerradas, mas eu recomendo que você se inscreva na lista de espera: nomus.com.br/blackbelt.

Quando estava na graduação, busquei cursos complementares, que na época eram importantes para conseguir uma boa colocação e foi importante para conseguir um estágio. Acho que vale a pena se dedicar nesse sentido, desde que consiga conciliar com seus outros compromissos. Ainda mais hoje em dia, com a quantidade enorme de cursos online, que permitem muita flexibilidade. Não posso recomendar todos os cursos, porque não conheço. Particularmente, conheço um curso de 6 Sigma da Voitto, inclusive grave um Webnar com o pessoal de lá. Não tem problema estar na graduação, podem ser feitos dessa forma.

Glossario

Agradecimento

Nosso espectador, Renan agradeceu a interação. Confira:

Muito obrigado pela orientação, Pedro !

Eu ainda to fechando coisas do básico, os cálculos e as físicas, etc. A partir do período que vem vai faltar pouca coisa, já vai dar pra começar a puxar as disciplinas do ciclo profissional, então ainda to em tempo de correr atrás dos estágios. Atualmente minha única atividade extra na faculdade é participação na Liga de Investimentos, porque também me interesso pelo mercado financeiro. Acabo ficando dividido entre correr atrás de uma vaga tipo Ambev, P&G, etc ou Gestoras de recursos/Corretoras. Algumas vagas industriais ficam meio complicadas também quanto a questão de deslocamento, por ter bastante coisa praquela região de Duque de Caxias, etc. que já fica bem longe pra mim, que moro na Tijuca, isso também acaba pesando.

Sobre os professores de PCP, atualmente o Jardim da PCP 1, agora PCP 2 é o Vinicius Carvalho, que é monstro tbm, não sei se ele ja era professor na sua época. Felizmente nosso curso conta com um quadro de professores de altíssima qualidade, como o Adriano proença, o Domício e o Vinicius, que foram os caras que ja tive contato do departamento.
Gostei muito da sua orientação quanto a questão do tempo de permanência no estágio. Eu tinha essa ideia na minha cabeça de passar por mais lugares para ter experiências diferentes. Talvez não seja uma boa opção.

Acho que não é mesmo. Seja para trabalhar no mercado financeiro ou na indústria. Se você conseguir ficar dois anos, com certeza vai se aprofundar muito mais naquela área do que se passar por várias experiências.

Vou ficar ligado nesses cursos da Voitto ! O curso de Lean 6 Sigma parece ser muito interessante.
Dou notícias quando tiver procurando um estágio ai na Nomus kkkkkkkk.

Edit: Opa, acabou passando batido. Fica registrado aqui meu elogio ao conteúdo do canal. To vendo os videos do papo de produção sempre, acho que ta dando uma noção legal para coisas que eu devo ver mais a fundo mais pra frente na faculdade. Essa iniciativa de vcs é sensacional. Eu particularmente nunca tinha visto um canal no youtube com foco na área industrial e em engenharia de produção. Espero que continuem com esse trabalho, que é muito bacana, ainda mais sendo produzido por um veterano nosso da UFRJ.

Forte abraço e  valeu mesmo pela atenção !

Esperamos te ajudar

Nós que agradecemos a confiança. Espero de coração, que possa ter contribuído para você e todos que puderam acompanhar. Veja também uma demonstração do ERP Industrial da Nomus, o sistema de gestão especializado em indústria desenvolvido pela Nomus.

Nomus ERP Industrial

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Engenheiro Mecânico Industrial formado na UERJ e especialista em implantação de sistemas de gestão Industrial na Nomus. Thiago já atuou em fábricas de diversos setores, como: Embarcações, perfuração submarina, metal-mecânica, materiais de escritório, alimentício, cosméticos e tubulação.



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