20 termos de gestão de projetos que você precisa conhecer

Atualizado em 3/07/18 - Escrito por Celso Monteiro na(s) categoria(s): Gestão de projetos / Processos e Organização

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Gestão de projetos é um dos assuntos mais recorrentes no Blog Industrial. Independente do segmento da indústria, conhecer os termos e siglas desse tema é fundamental. Por isso, confira essa lista e turbine os resultados do seu projeto:

1. Benchmarking

É a busca por referências que possam conduzir a empresa a um melhor desempenho em determinado projeto. Seu propósito é estimular e facilitar as mudanças organizacionais e a melhorar o desempenho das organizações por meio do aprendizado das melhores práticas conhecidas.

2. Curva S

Representação gráfica dos custos, horas trabalhadas ou outras quantidades acumuladas colocada em função do tempo.  Seu nome se da pelo formato do gráfico formado ser similar à letra S, reproduzido por um projeto que se inicia e consome recursos lentamente, acelera no seu desenvolvimento e depois reduz seu ritmo próximo ao fim.

3. Estrutura analítica do projeto (EAP)

É o detalhamento hierárquico do escopo do projeto a ser executado. Consiste em identificar todas as atividades que serão feitas e esquematizar a relação entre as mesmas de modo a representar o projeto como um todo, desde o seu objetivo final até as tarefas mais básicas.

4. Atividade

É a unidade básica de todo projeto e representa as tarefas a serem executadas para que o mesmo seja concluído. Toda atividade deve possuir uma duração prevista, um custo esperado e o relacionamento com os recursos necessários para que ela ocorra.

5. PERT

Do inglês “Program Evaluation and Review Technique” é a esquematização de redes e cálculos probabilísticos da duração de atividades, onde utiliza-se uma média ponderada para estimar a duração de cadauma.

Os parâmetros utilizados são três estimativas:

  • Duração otimista;
  • Duração pessimista;
  • Duração mais provável.

O peso dado a cada duração pode variar de acordo com as necessidades do projeto, porém, a relação mais comum é de 1, 4 e 1, respectivamente, para as previsões otimistas, mais prováveis e pessimistas. Dessa forma, a fórmula a ser aplicada para o cálculo da duração das atividades seria:

  • Duração = ( Tempo otimista + 4*tempo provável + tempo pessimista) / 6

6. Recursos

É o termo utilizado para identificar, de forma geral: materiais, mão de obra, maquinário e qualquer outro itens que será consumido na execução das atividades. Também é necessário estimar um valor para cada recurso, o qual servirá para que o projeto tenha seu custo bem orçado.

7. Critical Path ou Caminho crítico

É a sequência de atividades mais longa do início até o término do projeto, que leva em conta todas as dependências entre as tarefas.

Possibilita identificar um conjunto de atividades ou tarefas críticas do projeto, ou seja, aquelas que, se atrasarem, provocam atraso na execução de todo o projeto.

É denominado, também, caminho com folga zero.

8. Atividade crítica

Atividade que pertence ao caminho crítico e deve ser concluída de acordo com o prazo planejado para que a duração estimada para o projeto seja respeitada. Caso uma dessas atividades sejam atrasadas, o projeto também consequentemente será atrasado na mesma, já que as mesmas não possuem folga.

9. Folga  

O período em que uma atividade  que não está no caminho crítico pode ser atrasada sem atrasar as atividades sucessoras. Em uma atividade sem sucessoras, a margem de atraso permitida é o período em que a atividade pode ser atrasada sem atrasar a data de término do projeto.

10. Atividade predecessora

A relação entre as atividades determina a sequência de execução entre elas. A atividade predecessora determina qual atividade deve ser iniciada ou finalizada e quais atividades a sua execução habilita o início de outras atividades posteriores.

11. Marcos (Milestones)

São etapas de conclusão e checagem de um grupo de atividades, que geralmente são apresentados às partes interessadas do projeto, de modo que todos possam acompanhar o cumprimento dos prazos pré-estabelecidos.

12. Partes Interessadas (Stakeholders)

Pessoas, empresas, patrocinadores, organizações executoras e o público (população), que estejam ativamente envolvidas no projeto ou que  possam ser afetados de forma positiva ou negativa pela execução ou término do projeto. Os stakeholders podem ter influência sobre o projeto e suas entregas.

13. Patrocinador (Sponsor)

É a pessoa ou organização que representa e que tem a “última palavra”, ou seja, a principal autoridade do projeto.

O Patrocinador proporciona os recursos financeiros para arcar com o projeto e sua execução, além de resolver problemas, mudanças de escopo e aprovar as entregas (resultados esperados) importantes.

14. Escopo

A soma dos produtos e serviços providos pelo projeto.

O escopo determina  todo o trabalho a ser realizado pela equipe, bem como os requisitos/características  básicos que precisam ser atendidos.

A correta identificação do escopo é fundamental em qualquer projeto, já que a sua mudança pode acarretar novos prazos, custos ou alteração na qualidade do mesmo.

15. Budget   

É o valor monetário previsto pelo patrocinador do projeto que será destinado a execução do mesmo. Geralmente o budget é o somatório dos custos identificados em cada atividade da EAP.

16. Brainstorming

Exercício criativo no qual se solicita aos participantes que expressem rapidamente suas ideias sobre um tema ou uma pergunta definida, sem pensar imediatamente nas consequências. O objetivo é ter o maior número de ideias acerca de um determinado assunto, sem limitar se são boas ou ruins enquanto os participantes expõem suas opiniões.

Na tradução para o português o termo significa “chuva de ideias” e, como o mesmo diz, a sua execução traz como resultado um enorme número de sugestões  que precisam ser filtradas posteriormente, de modo que sejam mais estruturadas e consequentemente  aplicadas no projeto..

17. Triângulo de restrições ou Tríplice restrição

São as restrições básicas de todo projeto: tempo, custo e qualidade.

De acordo com as demandas apresentadas pelo patrocinador , essas três áreas competem entre si frequentemente de modo que o aumento da qualidade resulta em aumento do custo e/ou tempo, um prazo de entrega apertado pode significar custos maiores e/ou qualidade reduzida. Já um orçamento apertado, pode resultar em prazo de entrega maior e o qualidade reduzida.

18. Restrição (Constraints)

Qualquer fator que limite ou impossibilite a execução de uma atividade ou do projeto de forma geral. Além das três restrições básicas de tempo, custo e qualidade, podem existir também restrições relativas a legislação, características geológicas, clima, etc.  

19. Gráfico de Gantt

Diagrama que utiliza barras horizontais, colocadas dentro de uma escala de tempo.

O comprimento de cada barra é determinado pela duração da mesma e as linhas que conectam  as barras individuais em um Diagrama de Gantt indicam a predecessão entre as atividades.

Seu uso proporciona um rápido entendimento do projeto e todas as suas etapas e atividades em função do tempo.

20. Nivelamento de recursos

Nivelar recursos significa solucionar conflitos de recurso ou superalocações, atrasando ou dividindo determinadas atividades do projeto.

Quando se nivela um recurso, as atividades alocadas a ele são distribuídas e agendadas novamente de acordo com a sua capacidade de trabalho e o seu calendário de disponibilidade.  É também conhecido como redistribuição.

Leia mais sobre a gestão de projetos:

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Engenheiro de Produção formado pelo CEFET e especialista em implantação de sistemas de gestão Industrial na Nomus. Celso já atuou em fábricas de diversos setores, como: metal-mecânica, materiais de escritório, artefatos de concreto, perfuração, cabos e cordas navais, têxtil (confecção e tinturaria), reciclagem de metal, dentre outros segmentos.



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