Organize contas a pagar e receber, acompanhe vencimentos e tenha mais clareza sobre o caixa da sua indústria.
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Atualizado em 27/10/26 - Escrito por Thiago Leão na(s) categoria(s): Custos e Finanças
Saber quanto sua indústria tem para pagar, quanto ainda tem para receber e quando esses valores vão movimentar o caixa é uma das bases de uma boa gestão financeira.
O problema é que, em muitas pequenas indústrias, essas informações ainda ficam espalhadas entre boletos, notas fiscais, extratos bancários, anotações e diferentes planilhas.
Para facilitar esse controle, a Nomus preparou uma Planilha de Contas a Pagar e Receber para Indústrias, gratuita e pronta para usar.
Com ela, você pode registrar suas obrigações e recebimentos, identificar valores vencidos, acompanhar pagamentos parciais e visualizar uma projeção do caixa dos próximos meses.
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Neste artigo, você vai entender como a planilha funciona e conferir um passo a passo para começar a utilizá-la na sua indústria.
Uma planilha de contas a pagar e receber é uma ferramenta utilizada para registrar e acompanhar os compromissos financeiros da empresa.
De um lado estão as contas a pagar, ou seja, valores que a indústria deverá desembolsar.
Alguns exemplos são:
Do outro lado estão as contas a receber, que representam valores que clientes e outros devedores ainda precisam pagar à empresa.
Por exemplo:
Ao reunir essas duas informações, o gestor consegue visualizar melhor quanto dinheiro deverá entrar e sair e em quais datas isso deve acontecer.
Isso é diferente de simplesmente olhar o saldo atual da conta bancária.
Uma indústria pode ter dinheiro disponível hoje e, ao mesmo tempo, possuir grandes compromissos vencendo nos próximos dias.
Da mesma forma, pode ter muitas vendas realizadas, mas enfrentar dificuldades de caixa porque os clientes só pagarão futuramente.
É por isso que controlar contas a pagar e receber é tão importante.
Imagine uma pequena indústria que possui hoje R$ 50 mil disponíveis no banco.
Olhando apenas para esse número, o caixa pode parecer confortável.
Porém, nos próximos dez dias ela precisa pagar:
São R$ 65 mil em compromissos.
Ao mesmo tempo, a indústria possui R$ 40 mil para receber de clientes, mas a maior parte desse valor só vence no mês seguinte.
Nesse caso, o problema não é necessariamente falta de vendas.
O problema é o descasamento entre o momento em que o dinheiro entra e o momento em que ele precisa sair.
Um bom controle financeiro ajuda a enxergar situações como essa antecipadamente.
A partir dele, o gestor consegue responder perguntas como:
É justamente para ajudar a responder essas perguntas que preparamos a planilha.
A planilha foi criada pensando principalmente na realidade de pequenas indústrias que ainda fazem parte da sua gestão financeira pelo Excel.
Ela está dividida em áreas simples e complementares.
Na primeira aba estão as instruções para utilização da ferramenta.
A planilha possui dados de exemplo para facilitar o entendimento.
Nossa recomendação é analisar esses exemplos antes de começar.
Depois que entender o funcionamento, você pode substituir os dados pelos lançamentos reais da sua indústria.
Nesta aba você registra os compromissos financeiros da empresa.
Para cada conta, é possível informar dados como:
A partir dessas informações, a planilha calcula automaticamente o valor líquido e o saldo que ainda precisa ser pago.
Imagine uma compra de matéria-prima no valor de:
R$ 10.000
O fornecedor concedeu:
R$ 500 de desconto
O valor líquido da conta será:
R$ 9.500
Se a indústria pagar inicialmente R$ 5.000, ainda existirão:
R$ 4.500 em aberto
Esse saldo permanece visível na planilha até que a obrigação seja totalmente quitada.
A lógica é semelhante para os valores que a indústria tem a receber.
Nesta aba você pode registrar:
A ferramenta calcula o saldo que ainda está em aberto.
Isso é especialmente útil quando existem recebimentos parciais.
Imagine uma venda de R$ 20 mil.
O cliente paga inicialmente R$ 8 mil.
A planilha passa a mostrar:
Valor original: R$ 20.000
Valor recebido: R$ 8.000
Saldo em aberto: R$ 12.000
Assim, o pagamento parcial não é confundido com uma conta totalmente recebida.
A planilha também ajuda a identificar rapidamente a situação de cada lançamento.
Uma conta pode aparecer, por exemplo, como:
Esse tipo de sinalização evita que o gestor precise comparar manualmente cada data de vencimento com o calendário.
O objetivo é permitir que os problemas mais urgentes apareçam primeiro.
Um dos principais benefícios de organizar os lançamentos por vencimento é enxergar rapidamente aquilo que já deveria ter sido pago ou recebido.
No caso das contas a receber, isso ajuda no controle da inadimplência dos clientes.
Imagine três títulos:
Cliente A: R$ 5.000 — vence daqui a 10 dias
Cliente B: R$ 8.000 — venceu há 5 dias
Cliente C: R$ 12.000 — venceu há 45 dias
Os três representam dinheiro a receber, mas possuem níveis de urgência diferentes.
Por isso, nossa planilha também organiza os valores atrasados por período.
Essa análise é conhecida como aging de contas a receber.
O aging é uma forma de separar os títulos de acordo com há quanto tempo estão vencidos.
Na planilha, você consegue visualizar faixas como:
Isso permite diferenciar um cliente que atrasou poucos dias de uma dívida que já está há meses sem pagamento.
Imagine que sua indústria tenha R$ 80 mil em contas vencidas.
O número sozinho já merece atenção.
Mas a análise muda bastante dependendo da composição:
Cenário A
Cenário B
Apesar de o total ser o mesmo, o segundo cenário indica um problema muito mais sério de inadimplência.
É por isso que acompanhar apenas o valor total a receber nem sempre é suficiente.
Além dos lançamentos individuais, a planilha possui uma visão mensal do caixa.
Ela utiliza as datas das contas registradas para mostrar:
Dessa forma, você consegue olhar para os próximos meses e identificar possíveis períodos de aperto financeiro.
Imagine que sua indústria comece o mês com:
Saldo inicial: R$ 50.000
Durante o mês já foram:
Recebidos: R$ 40.000
Pagos: R$ 30.000
Além disso, ainda existem:
R$ 25.000 a receber
R$ 45.000 a pagar
O saldo final projetado será:
R$ 50.000 + R$ 40.000 – R$ 30.000 + R$ 25.000 – R$ 45.000 = R$ 40.000
Essa visão é importante porque considera não apenas aquilo que já aconteceu, mas também os compromissos que ainda devem movimentar o caixa.
Esses controles estão relacionados, mas não são exatamente a mesma coisa.
As contas a pagar e receber registram os compromissos financeiros individualmente.
Por exemplo:
Fornecedor X — R$ 12.000 — vencimento em 15/11.
Já o fluxo de caixa mostra o impacto agregado dessas movimentações no dinheiro disponível ao longo do tempo.
Em outras palavras:
Contas a pagar e receber mostram os títulos.
Fluxo de caixa mostra como esses títulos afetam a disponibilidade financeira da empresa.
Por isso, os dois controles funcionam melhor quando analisados em conjunto.
Para facilitar ainda mais a análise, a planilha possui um painel com os principais números.
Em vez de consultar lançamento por lançamento, o gestor consegue visualizar indicadores como:
Essa visão ajuda principalmente na rotina de acompanhamento.
Se o total vencido começa a aumentar durante vários períodos consecutivos, por exemplo, isso pode indicar a necessidade de rever o processo de cobrança.
Se os pagamentos previstos começam a superar com frequência os recebimentos esperados, pode existir um problema de planejamento financeiro ou de condições comerciais.
O importante é transformar o registro das contas em informação para tomada de decisão.
Agora que você já conhece sua estrutura, veja um passo a passo para começar.
Primeiro, baixe ou faça uma cópia da ferramenta.
Antes de substituir os exemplos, navegue pelas abas e veja como os dados se relacionam.
Comece cadastrando todos os compromissos financeiros já conhecidos.
Por exemplo:
É importante preencher corretamente principalmente:
Faça o mesmo com as vendas e demais valores que os clientes ainda precisam pagar.
Para cada título, registre:
Assim, você terá uma visão consolidada do dinheiro que deverá entrar.
Quando uma conta for efetivamente movimentada, registre a data e o valor correspondente.
Essa etapa é importante.
Uma planilha financeira que não é atualizada rapidamente perde boa parte de sua utilidade.
Caso o pagamento ou recebimento seja apenas parcial, informe somente o valor realizado.
A própria planilha continuará mostrando o restante como saldo em aberto.
Crie o hábito de verificar regularmente:
Isso reduz a chance de multas, juros e esquecimentos.
Também ajuda a equipe financeira a agir mais cedo nas cobranças.
Não olhe apenas para a situação de hoje.
Utilize a projeção para verificar se haverá meses em que os pagamentos previstos serão maiores do que os recursos disponíveis.
Identificar o problema antecipadamente permite estudar ações como:
Quanto antes um possível déficit aparece, maior tende a ser a quantidade de alternativas disponíveis para o gestor.
A planilha é uma ótima ferramenta para começar.
Mas ela depende de uma condição fundamental:
as informações precisam ser preenchidas e atualizadas corretamente.
Imagine o seguinte processo:
Se essas etapas estiverem em sistemas ou arquivos diferentes, a mesma informação pode precisar ser digitada mais de uma vez.
O mesmo acontece nas compras.
Uma compra de matéria-prima pode gerar:
Enquanto o volume ainda é pequeno, é possível organizar parte dessa rotina com planilhas.
Conforme a empresa cresce, porém, aumenta o trabalho para manter todas essas informações sincronizadas.
Não existe um número exato de lançamentos a partir do qual toda empresa precisa abandonar o Excel.
O melhor indicador costuma ser a própria rotina.
Alguns sinais de atenção são:
Quando isso começa a acontecer com frequência, a limitação não está necessariamente na planilha.
O problema é que a empresa passou a exigir um nível maior de integração entre os processos.
Imagine novamente uma venda de R$ 20 mil.
Em uma gestão por planilhas, alguém registra a venda e depois precisa criar manualmente o respectivo controle financeiro.
Em um sistema integrado, a informação comercial pode seguir pelo processo e alimentar as etapas seguintes.
O mesmo princípio vale para compras e pagamentos.
É aí que entra a principal diferença entre controlar apenas o financeiro e integrar o financeiro à operação da indústria.
Para micro e pequenas indústrias que chegaram a esse estágio, existe o Nomus Start Industrial.
Com ele, é possível integrar processos como:
Assim, a empresa reduz a necessidade de manter informações relacionadas espalhadas em diferentes controles.

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A planilha pode ser um excelente primeiro passo para organizar sua gestão financeira.
O importante é acompanhar a evolução da empresa e reconhecer quando o trabalho necessário para manter os controles atualizados começa a superar os benefícios do processo manual.
Agora você já conhece os principais fundamentos para organizar suas obrigações e recebimentos.
Com a Planilha de Contas a Pagar e Receber para Indústrias da Nomus, você pode:
Faça sua cópia gratuitamente e comece a organizar o financeiro da sua indústria:
Engenheiro Mecânico Industrial formado na UERJ, Sócio e diretor comercial da Nomus. Thiago já atuou em fábricas de diversos setores, como: Embarcações, perfuração submarina, metal mecânica, materiais de escritório, alimentício, cosméticos e tubulação.
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