Falta de material por atraso: “Compro meus materiais após o momento correto”

Atualizado em 2/10/18 - Escrito por Thiago Leão na(s) categoria(s): Logística / Processos e Organização

Vamos dar sequência, falando das dores que estão no grupo das dores relacionadas ao tratamento: Planejamento da produção e compras, com geração de ordens de produção e MRP.

Mapa mental

Nessa ferramenta podemos ver, que podemos “abrir” o Dores da Indústria, como se fosse uma relação de causa e efeito. Desta forma, dentro do grupo de Planejamento da produção e compras, com geração de ordens de produção e MRP, temos a falta de estoque de matéria prima e uma das causas desse problema é comprar materiais após o momento correto.

Dentro desse grupo de dores que é tratada pelo Planejamento da produção e compras, com geração de ordens de produção e MRP, já falei sobre a falta de estoque de produto acabado. Essa falta pode ter duas causas: posso fabricar menos que a quantidade necessária e fabricar os produtos após o momento correto, após o momento da necessidade.

Já comecei a falar também sobre outra dor: tenho falta de estoques de matéria prima. Neste artigo vamos seguir falando sobre o assunto, abordando o fato de comprar materiais após o momento correto. Esse problema é muito comum quando a empresa não tem gestão de estoque, não roda o MRP… O responsável pela produção, a pessoa que vai ao almoxarifado solicitar o material, faz o pedido e percebe a falta do material em estoque.

Qual impacto financeiro que isso causa na indústria?

“Ah, porque eu comprei depois do momento correto, ou seja, meu fornecedor tem um prazo de entrega, se eu preciso de um material hoje, eu tenho que comprar o material hoje menos os dias necessários que esse fornecedor tem pra me entregar”.

Vamos supor que só percebi que deveria ter feito a compra no momento que faltou. O que isso vai causar de impacto financeiro negativo? Já falei, anteriormente, quando compramos menos materiais que o necessário, acarretando no mesmo problema da falta de material, podemos ter o custo das máquinas paradas.

Custo da urgência

Você já precisou pagar pela urgência? O custo da urgência pode aparecer de várias maneiras. Por exemplo, você costuma comprar o material pagando um frete terrestre, aí pela urgência existe a necessidade de pagar um frete aéreo. Você anota qual foi o custo desse frete aéreo? Qual a frequência que isso acontece na sua indústria?

A ideia na série Dores da Indústria é, justamente, tomar consciência que essa dor, que estamos falando agora, comprar materiais após o momento correto, tem um impacto financeiro no seu bolso. Com o tratamento correto dessa dor, esse impacto deixa de existir, diminuindo consideravelmente o dinheiro que você está perdendo por ter esse problema. Se você faz ideia da frequência com que isso acontece, anote.

Existe outra situação de urgência. Por exemplo: caso você tenha um fornecedor que é um fabricante do material e ele tem um prazo de entrega de 15 ou 30 dias, você precisa fazer o pedido com antecedência, precisa de um Planejamento da produção e compras, com geração de ordens de produção e MRP, para poder fazer a compra com antecedência necessária, para quando chegar o momento da necessidade, você tenha o material disponível no estoque.

Com esse prazo longo, você tem outro fornecedor que é um distribuidor, que tem material para pronta entrega. Esse fornecedor compra do mesmo fabricante que você, porém com um volume maior e acaba tendo uma condição diferenciada, estocando com a consciência, que diversos outros tipos de clientes vão precisar daquele material com urgência, aplicando um preço muito maior do que o fabricante.

Esse valor pode ser de 20%, 50% ou até o dobro do valor convencional. Trabalhando com a hipótese que esse fornecedor cobre o dobro do valor, o que você vai fazer para ter o material para pronta entrega: pagar o dobro ou esperar 30 dias? Sendo que esse material pode ser crucial para você atender a entrega de pedido de um cliente, para não deixar a máquina parada ou para não ter falta de estoque de produto acabado (falando de dores citadas pela série anteriormente).

Faça uma reflexão

“Paguei R$500 a mais, comprando do distribuidor. Preciso fazer esse tipo de compra duas, ou até, vezes por mês.”

Talvez você nem tenha esse controle, do quanto gasta a mais. Mas puxe pela memória, faça uma pesquisa com os responsáveis pelo setor de compras da sua indústria, do almoxarifado ou até mesmo do financeiro. tente identificar em quais situações essa compra com urgência aconteceu. Seja pagando frete aéreo, até outro tipo de frete mais expresso, seja comprando do distribuidor.

Com esses valores, você pode se surpreender, do quanto está gastando por mês sem necessidade. Caso você tivesse usando esse tratamento de Planejamento da produção e compras, com geração de ordens de produção e MRP, não precisaria perder esse dinheiro.

Veja os outros vídeos da série Dores da indústria


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Engenheiro Mecânico Industrial formado na UERJ e especialista em implantação de sistemas de gestão Industrial na Nomus. Thiago já atuou em fábricas de diversos setores, como: Embarcações, perfuração submarina, metal-mecânica, materiais de escritório, alimentício, cosméticos e tubulação.