Como fazer a avaliação de riscos e oportunidades nas normas ISO

Atualizado em 27/02/20 - Escrito por José Ricardo Queiroz na(s) categoria(s): Processos e Organização

Glossario da gestão industrial - engenharia de produção

Saber como fazer a avaliação de riscos e oportunidades nas normas ISO corretamente é diferencial que pode trazer muitos benefícios para sua indústria.

Neste artigo vamos detalhar quais são os erros mais comuns cometidos por gestores e o que você precisa fazer para realizar sua avaliação de forma correta. Confira:

Como fazer a avaliação de riscos e oportunidades na normas ISO

As normas de gestão da ISO, na versão 2015, estabelecem que a organização deve avaliar os Riscos e as Oportunidades, conforme segue:

6.1 Ações para abordar riscos e oportunidades

6.1.1 Ao planejar o sistema de gestão da qualidade, a organização deve considerar as questões referidas em 4.1 e os requisitos referidos em 4.2, e determinar os riscos e oportunidades que precisam ser abordados para:

a) assegurar que o sistema de gestão da qualidade possa alcançar seus resultados pretendidos;

b) aumentar efeitos desejáveis;

c) prevenir, ou reduzir, efeitos indesejáveis;

d) alcançar melhoria.

Muitas empresas, se não a maioria, utilizam-se da Análise de SWOT para evidenciar o cumprimento ao requisito, implementando ações para aquilo que considera mais apropriado.

Isso não está errado!

O pecado que muitos gestores e diretores cometem, no momento de escolher as ferramentas para identificar e tratar os Riscos e Oportunidades é o de não utilizar, por não dispor ou simplesmente por confiar demais na memória, os dados que são (ou deveriam ser) coletados em sua própria empresa.

Avaliação de Riscos

Priorizando ações para mitigar riscos e/ou potencializar oportunidades

Como priorizar ações, para mitigação de riscos ou potencialização de oportunidades com base em dados duvidosos ou até mesmo usando apenas a “intuição” e a “experiência”, essa última muitas vezes propagada como o “sustentáculo da organização há vários anos”.

Além de coletar os dados, é preciso de fato utilizá-los

Muitos empresários se esquecem que existem dados históricos armazenados em seus computadores, que permitiriam avaliar com maior clareza, onde estão esses Riscos e as Oportunidades, para então adotarem ações focadas, que realmente trariam resultados mais rapidamente.

Geralmente, os diversos setores ou departamentos tem suas planilhas, com resultados de várias atividades que poderiam servir de base para a tomada de decisões pela alta direção, mas acabam por ficar em seus “feudos”, sob a guarda dos gerentes ou encarregados, sem que sirvam, realmente, para o direcionamento estratégico da empresa.

Posso citar, por exemplo, a famosa “Avaliação de Fornecedores”, que as normas chamam de “avaliação, seleção, monitoramento de desempenho e reavaliação de provedores externos”, em que os fornecedores são qualificados pela proximidade (parentesco) com alguém da empresa, pela comodidade por estar perto, pelo preço menor que a concorrência, etc…

O setor de recebimento, quase certamente, possui dados relativos ao desempenho desses fornecedores, como por exemplo:

  • lotes devolvidos
  • atrasos nas entregas
  • notas fiscais com dados errados
  • embalagens danificadas
  • etc.

Assim, se esses dados não são levados à Direção e a Compras, a impressão que se tem é de que os fornecedores são ótimos, e perde-se a oportunidade de reduzir custos relativos aos problemas já citados.

Veja também: como encontrar fornecedores ideais para sua indústria

Utilizando dados com um sistema de gestão

Com um sistema informatizado integrando as diversas áreas (processos) da empresa, todos os dados permanecem disponíveis às partes interessadas da organização.

Dessa forma é possível identificar os Riscos e Oportunidades com maior assertividade, pois sistemas integrados inteligentes possuem dados estatísticos, incluindo suas tendências, para demonstrar onde a empresa deve concentrar esforços para promover.

Com isso sua equipe consegue alcançar a tão sonhada “Melhoria Contínua”.

  1. Extraia do sistema informatizado integrado, as informações para sua análise SWOT, levando em conta o contexto da organização.
  2. Pondere, através de alguma ferramenta de gestão (GUT, Matriz de Priorização, etc…), aqueles que podem ter maior influência em seu negócio.
  3. Lembre-se de que, segundo Pareto, 80% dos problemas estão associados a 20% das causas.
  4. Eleja as causas que mais impactam (ou poderão impactar) suas atividades, com o pensamento 80/20.
  5. Selecione, inicialmente, as 5 ou 6 causas de maior relevância, e estabeleça planos de ação, com prazos definidos e ações bem delineadas, para poder, depois, avaliar a eficácia das ações.
  6. Depois de confirmada a melhoria, não esqueça de parabenizar a equipe que participou do projeto, e faça o PDCA rodar novamente, atuando agora sobre as causas que antes não se apresentavam tão impactantes, mas se tornaram agora, as maiores.

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Engenheiro mecânico, com atuação em Gerenciamento da Qualidade em organizações de vários segmentos, inclusive automotivo. Diretor fundador da Spiral Consultoria desde 1995, com sucesso em implantação de sistemas de gestão da qualidade e meio ambiente (ISO 9001 e ISO 14.001) e certificação de produtos e serviços, em vários setores da indústria e de serviços, como metalúrgico, plásticos, borrachas, confecção, extrativismo, químico, equipamentos elétricos para uso em atmosferas explosivas, brinquedos e descartáveis.


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