5 diferenças entre o apontamento de chão de fábrica em tempo real e o retroativo

Atualizado em 11/02/20 - Escrito por Celso Monteiro na(s) categoria(s): Gestão do chão de fábrica (MES) / Planejamento e Controle da Produção / Produção

Chão de fábrica

O Controle de chão de fábrica em uma indústria é primordial para qualquer empresa que busca obter análise de produtividade, eficiência e disponibilidade de seus recursos. Para que tais indicadores sejam calculados, uma ferramenta se mostra primordial em todas as análises: Apontamentos.

Com apontamentos bem feitos,  e uma equipe motivada para efetuar seus lançamentos corretamente, a fábrica ganha informações valiosas para qualquer decisão.  Nesse âmbito, recomendo fortemente a leitura do artigo feito pelo meu amigo João Pimenta em nosso blog: 6 Benefícios de controlar o chão de fábrica com um sistema de gestão de PCP.

Embora existam alguns dispositivos que conseguem fazer apontamentos de forma automática, através de sensores instalados em cada máquina, não entrarei no mérito desse tipo de apontamento neste artigo. Ao invés disso, focarei nos apontamentos realizados pelos próprios funcionários da sua fábrica. Ao pensar dessa maneira, temos basicamente dois tipos de apontamentos: Apontamentos em tempo real e apontamentos retroativos.

Em linhas gerais, para facilitar a compreensão do post, eis uma explicação de cada um:

O que é apontamento em tempo real?

É o apontamento onde as informações de produção são passadas em tempo real para análise, ou seja, assim que uma atividade é iniciada na máquina, o operador informa o seu início. Ao finalizá-la, o mesmo também informa  o seu fim,  com a duração do apontamento sendo calculada entre o intervalo em que o apontador finalizou o apontamento (data/hora fim) e o momento em que o mesmo abriu o registro (data/hora início).

O que é apontamento retroativo?

É o apontamento onde as informações de produção são passadas com atraso para análise. Nesse tipo de apontamento geralmente as máquinas possuem fichas de produção que são recolhidas com uma certa frequência (dia, turno, hora) e as informações escritas nessas fichas são compiladas para alguma planilha ou sistema.

O objetivo deste artigo não é dizer qual dos tipos de apontamento é o melhor, mas sim identificar as diferenças entre eles e tentar auxiliá-lo a decidir qual opção é a mais vantajosa para a sua realidade.

1. Tempo das operações

Apontamento em tempo real

Mais indicado para operações de média e longa duração, pois a diferença de tempo em que apontador precisa abrir o apontamento e ao seu final encerra-lo, não representa significância na análise da produção. Por este mesmo motivo, operações com curta duração não são muito indicadas para os apontamentos em tempo real pois obriga que o operador “paralize” seu trabalho para informar o início e o fim de sua produção e essa paralização pode representar uma diferença significante para a análise de produção.

Apontamento retroativo

Pode ser utilizado em todas as durações, porém, em operações de  curta duração se destaca como a melhor escolha. Os operadores podem preencher a ficha de produção com seus horários de início, fim e produção e depois os próprios operadores ou um supervisor pode lançar os registros no sistema ou em uma planilha, o que não traria desvios na análise de tempos da operação.

2. Responsável pelos apontamentos

Apontamento em tempo real

Quando realizamos apontamentos em tempo real o mais indicado é que cada operador seja responsável pelos seus registros.  Seria quase impossível um apontador ser capaz de iniciar e encerrar os apontamentos de todo um grupo de máquina no exato momento em que eles ocorrem. Por esta questão, o operador da máquina é a pessoa mais indicada para controlar seus registros.

Apontamento retroativo = próprio operador e apontador/supervisor

Apontamentos retroativos podem ser feitos tanto pelo operador quanto por um apontador ou supervisor, encarregado de passar para o sistema ou uma planilha todas as informações que o operador escreveu em sua ficha de produção. Por mais que o operador possa fazer esse registro, o mais indicado seria um apontador ou supervisor realizá-los.

3. Rapidez na análise das informações

Apontamento em tempo real

Com apontamentos em tempo real a fábrica possui informações atualizadas instantaneamente de quantidade produzida, tempos e previsão de término. Caso alguma ação corretiva precise ser tomada, o apontamento em tempo real é o ideal para que a mesma ocorra rapidamente.

Apontamento retroativo

O Apontamento retroativo atrasa medidas corretivas, e também não consegue prever atrasos na entrega de uma determinada ordem ou operação com rapidez. Somente depois de todos os registros da ficha de produção serem passados para planilhas ou sistema que a empresa poderá analisar os desvios ocorridos.

4. Estrutura para implementação

Apontamento em tempo real

Para implementar apontamentos em tempo real, a fábrica precisa preparar estrutura na fábrica, com terminais de apontamento, cabeamento e documentação necessária para que os operadores saibam a ordem que será apontada, recurso utilizado e a sua operação. São importantíssimos um bom treinamento e o acompanhamento desses apontamentos com frequência, para que os operadores não se esqueçam de iniciar e nem de encerrar seus registros.

Apontamento retroativo

Para a implementação do apontamento retroativo a fábrica precisa criar um modelo de ficha de produção e orientar os operadores a registrarem corretamente a ordem, operação, horários e quantidade produzida . Após esse preenchimento, estabelecer uma frequência com que as fichas serão recolhidas e delegar a função de registrar os apontamentos das fichas em um sistema ou planilha a um apontador ou uma equipe de apontadores, para que possam ser analisados em forma de gráficos e relatórios pelo setor industrial.

5. Necessidade de um sistema informatizado

Apontamento em tempo real

É impossível realizar o controle de apontamentos em tempo real sem a utilização de um sistema informatizado utilizando apenas planilhas. Somente com um sistema, como o Nomus ERP Industrial, a empresa terá validações e ferramentas suficientes para confiar nos dados fornecidos e controlar a fábrica de forma assertiva.

Apontamento retroativo

O apontamento retroativo pode ser feito em planilhas ou em um sistema informatizado, porém, o mais indicado é que o mesmo seja feito em um sistema pois as informações podem ter a gestão integrada com várias áreas da empresa, como vendas, compras e não apenas disponível em planilhas do setor industrial.

Escolhendo a melhor opção para sua indústria

Como você pode ver, as duas formas de apontamento possuem seus prós e contras.Sendo assim, o ideal é você se basear pelos argumentos que escrevi e então avaliar qual opção é a ideal para a sua realidade. Essa avaliação pode ser feita também com a ajuda da sua equipe, ou, idealmente, com o apoio do analista de implantação do sistema ERP que utilizar, caso o mesmo possua conhecimento em engenharia de produção.

Independente do modo que escolher, sua indústria poderá desfrutar das mesmas informações, como duração, quantidade produzida e tempos de parada de máquina. O importante mesmo é não deixar de apontar sua operação no chão de fábrica. Para assim identificar pontos de melhoria na sua produção, excesso e sub utilização de equipamentos e monitorar eventuais problemas.

Se você ainda não possui um ERP para controlar o apontamento no chão de fábrica da sua empresa, recomendo o artigo: Como escolher o software certo para a gestão da sua indústria e também a assistir uma demonstração em vídeo, gratuita, do sistema Nomus ERP.

Nomus ERP Industrial

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Engenheiro de Produção formado pelo CEFET e especialista em implantação de sistemas de gestão Industrial na Nomus. Celso já atuou em fábricas de diversos setores, como: metal-mecânica, materiais de escritório, artefatos de concreto, perfuração, cabos e cordas navais, têxtil (confecção e tinturaria), reciclagem de metal, dentre outros segmentos.


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