Plano de Contas Contábil: o que é e como fazer o seu


Atualizado em 14/01/26 - Escrito por Rafael Netto com colaboração de João Pedro Brutschin na(s) categoria(s): Fiscal

Nomus Guia Fiscal

O plano de contas contábil de uma empresa é um documento de registro e padronização das operações contábeis de uma organização. Esse instrumento define como as movimentações financeiras e econômicas devem ser classificadas e registradas, cria uma relação de códigos e classificações e é apresentado de forma objetiva para fácil consulta.

Em suma, o plano de contas serve para, além de registro padronizado, facilitar leitura, consulta e análise dessas informações. Os profissionais da sua equipe podem, assim, elaborar relatórios como DRE, Fluxo de Caixa, Balancete, entre outros, além de facilitar a automatização em sistemas de gestão financeira.

Aprender a montar o seu é mais fácil do que parece. No artigo abaixo,você não aprende apenas o que é o plano de contas contábil e seu funcionamento, mas também como montá-lo e sugestões de codificação para o documento.

Faça uma boa leitura!

Plano de contas contábil

O que é um plano de contas contábil? Para que serve?

Plano de contas contábil é o documento de registro e padronização das operações contábeis de uma organização. Esse instrumento apresenta as nomenclaturas e os códigos usados para identificar e registrar as movimentações financeiras e econômicas realizadas pela empresa.

Você o usa para apontar como os ativos, passivos, receitas, custos, despesas, e outras operações estarão organizados e classificados em todos seus documentos, relatórios, comunicação etc.

Como funciona um plano de contas contábil?

O funcionamento do plano de contas contábil pode variar conforme o modelo que você usa e a lógica organizacional contábil da sua empresa. No entanto, há questões básicas que todo documento deve ter, assim como indicações mais avançadas.

O mínimo esperado em um plano de contas contábil é que ele seja uma planilha ou uma lista com os códigos das operações, seus nomes, e informações extras que ajudem o seu colaborador a se localizar na planilha.

O ideal é fazer como no modelo de plano de contas contábil da Nomus. Uma planilha dinâmica e de fácil consulta com as seguintes colunas:

  • Classificação (sequência numérica de identificação e indexação)
  • Nome
  • Natureza
  • Tipo
  • Grupo DRE gerencial
  • Código reduzido
  • Código externo
  • Ativo

Estrutura e codificação do plano de contas

Um plano de contas é estruturado e codificado para padronizar as contas da sua empresa e facilitar a elaboração de orçamentos, relatórios e controle financeiro.

Essa estruturação e essa codificação possuem certa liberdade conforme a sua lógica organizacional, mas obrigatoriamente devem obter certos elementos e tendem a ser parecidas, para facilitar a compreensão e discussão sobre gestão financeira pelos profissionais.

O mais comum é aplicar a lógica dos lançamentos contábeis (débito/crédito) do método de partidas dobradas para definir a estrutura do plano de contas, como veremos a seguir.

Estruturação conforme Método de Partidas Dobradas

Seguindo esse método, estrutura-se o plano de contas da forma a seguir, onde apresento definições de termos conforme o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis):

  • Ativos* – um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de eventos passados.
  • Passivos* – uma obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como resultado de eventos passados. Para que exista passivo, três critérios devem ser satisfeitos:
    • a entidade tem uma obrigação;
    • a obrigação é de transferir um recurso econômico; e
    • a obrigação é uma obrigação presente que existe como resultado de eventos passados.
  • Custos** – o CPC traz custos em duas categorias:
    • Custo de aquisição –  o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição;
    • Custos de transformação – custos diretamente relacionados com as unidades produzidas ou com as linhas de produção, como pode ser o caso da mão-de-obra direta.
      • Também incluem a alocação sistemática de custos indiretos de produção, fixos e variáveis, que sejam incorridos para transformar os materiais em produtos acabados.
        • Os custos indiretos de produção fixos são aqueles que permanecem relativamente constantes independentemente do volume de produção, tais como a depreciação e a manutenção de edifícios e instalações fabris, máquinas e equipamentos e os custos de administração da fábrica.
        • Os custos indiretos de produção variáveis são aqueles que variam diretamente, ou quase diretamente, com o volume de produção, tais como materiais indiretos e certos tipos de mão-de-obra indireta.
  • Receitas – aumentos nos ativos, ou reduções nos passivos, que resultam em aumentos no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a contribuições de detentores de direitos sobre o patrimônio
  • Despesas – reduções nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em reduções no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a distribuições aos detentores de direitos sobre o patrimônio.

*Ativos e passivos podem receber diferentes classificações. Veja o que diz o CPC:

A classificação é aplicada à unidade de conta selecionada para ativo ou passivo. Contudo, às vezes pode ser apropriado separar o ativo ou passivo em componentes que possuem diferentes características e classificar esses componentes separadamente. Isso é apropriado se classificar esses componentes separadamente melhoraria a utilidade das informações financeiras resultantes. Por exemplo, pode ser apropriado separar ativo ou passivo em componentes circulantes e não circulantes e classificar esses componentes separadamente.

**Custos fazem parte do grupo de contas de resultado, sendo despesas diretamente associadas à produção de bens ou serviços.

A codificação das contas em um plano costuma ser realizada conforme a hierarquia das contas e termos, considerando contas principais e subordinadas, às quais atribuem-se códigos numéricos ou alfanuméricos a cada uma delas.

Entenda os dois tipos de regras padrão:

  • Códigos numéricos – Utiliza-se números separados com pontos para identificar a conta dentro de cada nível de hierarquia.

Exemplo:

CódigoDescrição da conta
1Despesas operacionais
01-05Despesas comerciais
01-05-01Propaganda e publicidade
01-05-02Fretes sobre vendas
01-05-03Comissões de vendas
01-05-04Brindes e ações promocionais
01-06Despesas financeiras
01-06-01Juros sobre empréstimos
01-06-02Tarifas bancárias
01-06-03IOF e encargos financeiros
01-06-04Descontos concedidos
01-07Despesas com tecnologia
01-07-01Licenças de software
01-07-02Serviços de hospedagem e servidores
01-07-03Manutenção de sistemas
01-07-04Suporte técnico especializado
01-08Despesas logísticas
01-08-01Armazenagem
01-08-02Transporte interno
01-08-03Seguro de mercadorias
01-08-04Perdas e avarias
01-09Despesas com terceiros
01-09-01Serviços contábeis
01-09-02Serviços jurídicos
01-09-03Consultorias especializadas
01-09-04Auditoria externa
  • Código alfanumérico – Utiliza-se a combinação de letras e números para identificar a conta dentro de cada nível da hierarquia, onde as letras representam o grupo principal e os números detalham os subgrupos e contas analíticas.
CódigoDescrição da conta
DDespesas operacionais
D-COMDespesas comerciais
D-COM-01Propaganda e publicidade
D-COM-02Fretes sobre vendas
D-COM-03Comissões de vendas
D-COM-04Brindes e ações promocionais
D-FINDespesas financeiras
D-FIN-01Juros sobre empréstimos
D-FIN-02Tarifas bancárias
D-FIN-03IOF e encargos financeiros
D-FIN-04Descontos concedidos
D-TECDespesas com tecnologia
D-TEC-01Licenças de software
D-TEC-02Serviços de hospedagem e servidores
D-TEC-03Manutenção de sistemas
D-TEC-04Suporte técnico especializado
D-LOGDespesas logísticas
D-LOG-01Armazenagem
D-LOG-02Transporte interno
D-LOG-03Seguro de mercadorias
D-LOG-04Perdas e avarias
D-TERDespesas com terceiros
D-TER-01Serviços contábeis
D-TER-02Serviços jurídicos
D-TER-03Consultorias especializadas
D-TER-04Auditoria externa

Gestão completa e automática de contas 

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  • Agilizar o atendimento a exigências fiscais e auditorias;
  • Obter o DRE gerencial em tempo real para decisões mais assertivas;
  • Ter uma visão detalhada do resultado por projeto;
  • Personalizar históricos e lançamentos contábeis com flexibilidade;
  • Gerar contabilidade retroativa com reprocessamento de dados.

Entre as funcionalidades disponíveis para a gestão contábil da sua empresa estão:

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  • Configurações contábeis – Configure como os lançamentos contábeis serão gerados pelo sistema informando as contas contábeis por conta bancária, conta no plano de contas financeiro, setor de estoque, dentre outras configurações especiais que permitem a contabilização integral de todas as transações do sistema;
  • Geração de lançamentos contábeis em tempo real – Gere seus lançamentos contábeis em tempo real para todas as transações realizadas no sistema, como: venda, compra, movimentações de estoque, movimentações na produção e lançamentos financeiro;
  • Reprocessamento contábil – Reprocesse seus lançamentos contábeis a partir de uma data no passado viabilizando ajustes nos lançamentos contábeis e a possibilidade de realizar a contabilidade retroativa da empresa;
  • DRE gerencial – Veja o DRE gerencial em tempo real da sua empresa permitindo a apuração do resultado em tempo real;
  • DRE gerencial por projeto – Gere o DRE gerencial de cada projeto da sua empresa viabilizando a apuração do resultado por projeto;
  • Geração de lançamentos contábeis livremente – Possibilidade de gerar lançamentos contábeis livremente para complementar os lançamentos contábeis gerados de forma automática pelo sistema;
  • Visualização de lançamentos contábeis nas principais telas do sistema – Veja os lançamentos contábeis gerados nas principais telas do sistema, como documentos de: saída, entrada, vendas de serviço, compra de serviço, requisição de materiais, ordens de produção, contas a receber/pagar, recebimentos e pagamentos;
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Saiba mais sobre contabilidade na indústria

A contabilidade na indústria, tanto gerencial quanto tributária, é um tópico que demanda bastante estudo especializado para evitar erros que custem as suas finanças. É por isso que se manter estudando trará o conhecimento necessário para ter um plano cada vez melhor.

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Autor do Artigo

Rafael Netto

Engenheiro de Produção formado na UFRJ com especializações nas áreas de gestão estratégica, custos, financeira, fiscal e de projetos de software. CEO e fundador da Nomus. Rafael tem mais de 20 anos de experiência como gestor nas áreas de Estratégia, Desenvolvimento de software, Suporte, Implantação, Financeiro, Recursos Humanos, e com implantação de sistemas de PCP e ERP em fábricas de diversos setores, como Alimentos, Metal/mecânico, Plástico, Químico, Farmacêutico, Gráfico, Equipamentos, Náutico, entre outros.

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