Atualizado em 14/10/26 - Escrito por Autor Convidado na(s) categoria(s): Convidados / Uncategorized
Com o avanço das inteligências artificiais, fabricantes precisam repensar como são encontrados na internet. Especialista explica como SEO, GEO e otimização de conversão podem ajudar indústrias a conquistar clientes e aumentar vendas sem depender exclusivamente de anúncios.
O próximo grande desafio comercial das indústrias pode não estar na linha de produção, no estoque ou na capacidade de distribuição, mas na maneira como seus clientes encontram fornecedores. Com o avanço de ferramentas como ChatGPT, Gemini e outras inteligências artificiais, compradores começam a utilizar perguntas cada vez mais específicas para pesquisar produtos, comparar fabricantes e identificar empresas capazes de atender às suas necessidades.
Uma indústria de embalagens, por exemplo, pode deixar de disputar apenas a busca tradicional por “fabricante de embalagens personalizadas” e precisar ser encontrada quando um comprador perguntar a uma inteligência artificial quais fornecedores oferecem embalagens sustentáveis, personalização e entrega em determinada região.
A mudança não significa o desaparecimento do Google, mas a ampliação dos canais de descoberta. Para Felipe Moreno, especialista em SEO, GEO e CRO e fundador da Kairós Marketing Digital, empresas industriais que ignorarem essa transformação podem perder oportunidades comerciais antes mesmo de receberem uma visita ao site.
“O cliente não precisa mais conhecer o nome de uma indústria para encontrar seus produtos. Ele pode explicar o problema para uma inteligência artificial e pedir indicações de fornecedores. Se a empresa não construiu uma presença digital consistente, corre o risco de ficar fora dessa etapa de consideração”, explica Moreno.

Uma das estratégias que ganham espaço nesse cenário é o GEO (Generative Engine Optimization), voltado a melhorar a capacidade de marcas e conteúdos serem descobertos, compreendidos e utilizados como referência por sistemas de inteligência artificial.
Embora o termo seja relativamente novo, seus fundamentos estão ligados ao SEO (Search Engine Optimization), responsável por melhorar a presença orgânica das empresas nos mecanismos de busca. Na prática, uma estratégia moderna de SEO pode integrar GEO, conteúdo, estrutura técnica e experiência do usuário.
Segundo as orientações oficiais do Google, as boas práticas tradicionais de SEO continuam relevantes para a presença nas experiências de busca com inteligência artificial. Já a OpenAI orienta que sites interessados em aparecer nos resultados de pesquisa do ChatGPT permitam o acesso do rastreador OAI-SearchBot.
Para indústrias B2B e B2C, alguns caminhos práticos são:
Essas medidas aumentam as condições de descoberta, mas não garantem citações ou recomendações das inteligências artificiais.
Outro problema enfrentado pelas indústrias está na conversão. Muitas empresas investem em sites institucionais, catálogos digitais e campanhas de publicidade, mas não avaliam quantos visitantes realmente solicitam orçamentos, entram em contato com representantes ou finalizam compras.
É nesse ponto que entra o CRO (Conversion Rate Optimization), conjunto de técnicas para aumentar o percentual de visitantes que realizam ações comerciais relevantes.
Em uma indústria B2B, essas ações podem envolver pedidos de orçamento, downloads de fichas técnicas e contatos com a equipe comercial. Já nas operações B2C, o objetivo pode ser ampliar pedidos e faturamento diretamente pelo site.
“Uma indústria pode receber milhares de visitas e continuar gerando poucas oportunidades. Às vezes, o comprador encontra o produto, mas não consegue identificar as especificações, o prazo de entrega ou como solicitar uma cotação. O problema não é necessariamente falta de visitantes, mas a dificuldade de transformar interesse em negócio”, destaca Felipe Moreno.
Entre as melhorias recomendadas estão simplificar formulários, posicionar botões de orçamento próximos às informações técnicas, oferecer canais de contato acessíveis e apresentar certificações, aplicações e diferenciais de maneira objetiva.
A combinação de SEO, GEO e CRO permite trabalhar duas etapas fundamentais: conquistar visitantes interessados e melhorar a capacidade do site de transformá-los em clientes.
A Kairós Marketing Digital, fundada por Felipe Moreno, atua com essa abordagem integrada em projetos de crescimento digital. Em uma operação de comércio eletrônico atendida pela agência, o volume de visitas orgânicas passou de aproximadamente 600 para mais de 34 mil mensais em 14 meses. Em outro projeto, uma loja virtual registrou crescimento de 3,4 vezes no faturamento durante seis meses de trabalho.
Os resultados são exemplos de operações digitais e não constituem projeções para o segmento industrial, mas demonstram como aquisição orgânica e otimização comercial podem contribuir para o crescimento das empresas.
“SEO não deveria ser medido apenas pela posição de uma palavra no Google. O empresário precisa enxergar o impacto nos pedidos de orçamento, nas oportunidades comerciais e nas vendas. Quando a estratégia é bem executada, o site deixa de ser apenas uma apresentação institucional e passa a participar ativamente da geração de receita”, afirma Moreno.
Para o especialista, a principal oportunidade das indústrias está em desenvolver canais próprios de aquisição de clientes, reduzindo gradualmente a dependência de tráfego pago, sem necessariamente abandonar os anúncios.
A recomendação é começar por um diagnóstico comercial e técnico, identificando quais produtos possuem maior potencial de demanda, como compradores pesquisam por eles e quais dificuldades encontram no site.
Depois, é necessário corrigir problemas de SEO, estruturar conteúdos orientados às dúvidas do mercado, acompanhar a presença nas inteligências artificiais e melhorar os caminhos de conversão. A análise deve considerar não apenas acessos, mas também leads qualificados, solicitações de orçamento, vendas e receita.
Para Moreno, a mudança exige que o marketing industrial deixe de atuar isoladamente e se aproxime das áreas comercial e de tecnologia.
“Em 2027, a pergunta não será apenas se a indústria aparece no Google, mas se ela é encontrada quando o comprador consulta uma inteligência artificial e se consegue transformar esse interesse em uma venda. Quem trabalhar essas etapas de forma integrada estará mais preparado para disputar novos clientes”, conclui.
Sobre o especialista: Felipe Moreno é fundador da Kairós Marketing Digital, especialista em SEO, GEO e CRO, com experiência em projetos de crescimento para comércio eletrônico. Participou do TEDx Uninove e possui reconhecimentos profissionais em SEO, CRO e transformação digital.
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