Entendendo o verdadeiro sentido de ter um PCP nas organizações | Blog Industrial Nomus


Entendendo o verdadeiro sentido de ter um PCP nas organizações

8/12/15 - Escrito por Roberto Machado na(s) categoria(s): Estratégia / Produção

Guia

Em um indústria, o setor de PCP (planejamento e controle da produção) recebe da diretoria as diretrizes e metas a serem alcançadas e a com isso inicia a formulação de planos para alcança-las, assim também como a gestão dos recursos financeiros, materiais e humanos a partir desses planos que acompanham as ações, sempre revisando e corrigindo os prováveis desvios no caminho.

Como atingir os objetivos com o PCP?

Com o objetivo de chegar e até mesmo ultrapassar as metas estabelecidas, o planejamento e controle da produção gerencia dados e informações a partir com origem em diferentes setores da indústria.

Por exemplo, da engenharia do produto surgem as demandas de informações presentes nas listas de materiais e nos desenhos técnicos; da engenharia de processos os roteiros de produção e os respectivos tempos de atravessamento, ou lead times; na área de marketing e vendas são obtidos os pedidos firmes e as previsões de demanda; a área de manutenção deve disponibilizar planos de manutenção preventiva, assim como informar tempos previstos para uma manutenção corretiva quando uma máquia falha; de compras e suprimentos são obtidas as entradas e saídas dos materiais dos almoxarifados; da gestão de pessoas ou recursos humanos, são obtidos planos de treinamento e informações sobre horas extras e férias; o setor financeiro disponibiliza o planejamento financeiro de curto, médio e longo prazos com informações como disponibilidade para investimentos e de fluxo de caixa.

Em quais níveis o PCP trabalha?

O PCP coordena todas as demais funções relacionadas ao sistema de produção em uma indústria, por isso, direta ou indiretamente, tem relação com quase todas as áreas, setores ou funções deste sistema. Para facilitar o entendimento das atividades exercidas pelo PCP, é importante separa-las em diferentes níveis de hierarquia, de acordo com os prazos de execução:

  • Nível operacional: aqui são definidos os programas de curto prazo de produção e realizados os controles do que foi planejado. O PCP programa a produção a partir da gestão dos estoques e da capacidade das máquinas no curto prazo – sequenciado, emitindo e liberando as ordens de compras, produção e montagem, assim como acompanhando de perto e fazendo todo o controle do que está sendo produzido, com medições de tempos e movimentos.
  • Nível tático: neste ponto são criados os planos de médio prazo para a produção e o PCP cria o plano mestre de produção, com as ordens de produção dos produtos acabados.
  • Nível estratégico: por fim, são estabelecidas as diretrizes de longo prazo alinhadas com as políticas estratégicas da indústria e o PCP deve apoiar a preparação do planejamento estratégico, dando informações do que é possível produzir a partir da capacidade disponível e também dos investimentos ou desinvestimentos necessários e possíveis para que as estratégias sejam viáveis.

Vale ressaltar que a sequencia temporal dos três níveis hierárquicos mostrados acima deve ser definida e executada numa sequencia inversa: primeiro é definida a estratégia de longo prazo, em seguida o plano tático de médio prazo e por fim o plano operacional de curto prazo. Com isso, é possível perceber que o PCP consiste em estabelecer um plano de produção para determinado período, seja curto, médio ou longo prazo, utilizando como parâmetros informações de vendas, capacidade de máquinas, disponibilidade de estoques etc.

Execute o Plano Mestre da Produção

A capacidade de produção é o fator físico limitante do processo produtivo, e pode ser incrementada ou reduzida, desde que planejada a tempo, pela edição de recursos financeiros. O plano de produção gerado é pouco detalhado, normalmente trabalha com famílias de produtos, tendo como finalidade possibilitar a adequação dos recursos produtivos à demanda esperada dos mesmos.

O plano de produção tem por fundamento sempre considerar família de produtos, enquanto o Plano Mestre da Produção especifica iprodutos acabados que são agrupados por essas famílias. A partir da geração do Plano Mestre de Produção, a indústria assume compromissos de compras e produção de seus produtos, com objetivo de manter seus estoques em equilíbrio.

Na geração do plano mestre da produção, o PCP deve analisá-lo de acordo com as demandas de recursos materiais e humanos para detectar eventuais restrições ou até mesmo gargalos que não permitam que sua execução seja viável na prática.

Sequencie a produção

De acordo com a disponibilidade das máquinas e demais recursos da produção, a programação avançada da produção tem como responsabilidade sequenciar as ordens de produção geradas, com o objetivo de melhorar a utilização de capacidade desses recursos.

Caso a indústria utilize o sistema de produção puxado, a programação da produção enviará as ordens apenas para a montagem final. Por outro lado, caso o sistema seja o empurrado, as ordens serão enviadas para todos os centros de trabalho no chão de fábrica.

Guia

Execute o controle do chão de fábrica

Após o sequenciamento da produção executado pela programação, para garantir que as medidas necessárias sejam tomadas sempre que houver desvios relevantes em relação ao programado, é fundamental que a indústria de manufatura faça o controle do chão de fábrica, ou SFC (shop floor control).

Com esta importantíssima função do PCP, a indústria poderá identificar rapidamente problemas e desvios e poderá tomar ações e medidas corretivas efetivas, tendo como objetivo cumprir o programa de produção gerado. Desta forma, as atividades de controle e acompanhamento da produção irá ajudar no aumento da produtividade industrial a partir da coleta de dados que serão disponibilizados para as demais áreas da indústria, como por exemplo:

  • taxas de defeitos ou de não conformidades;
  • tempo consumido pelas máquinas e equipamentos;
  • tempo consumido pela mão de obra;
  • consumo de materiais;
  • causas de parada de máquina;
  • taxas de quebra de máquinas;
  • índices de perda de velocidade;
  • etc.

Veja na prática: Como controlar e aumentar a eficiência do chão de fábrica com o OEE 

Estabeleça uma estratégia

Sabemos que o papel para a estratégia está baseado em como as organizações desenvolvem seus recursos. Neste conceito deve estar claro, que é fundamental criar processos que tenham a flexibilidade necessária para a fabricação de novos serviços ou produtos, sempre que necessário promovendo o treinamento do pessoal para que todos compreendam porque os produtos estão evoluindo e com isso possam realizar as alterações demandas pelo sistema produtivo.

Os colaboradores devem também se relacionar com os fornecedores que estejam dispostos a colaborar com rápidas respostas às demandas por novos componentes. Assim, quanto mais e melhor o PCP tiver capacidade de promover essas atividades, maior e mais direta será sua colaboração com a estratégia competitiva da indústria.

Em resumo, devemos repensar que além de estarmos vivendo num mundo totalmente globalizado, estamos numa era em que cresce cada vez mais a disputa por mercados, clientes e consumidores, levando as indústrias a redefinirem suas estratégias e seus processos de produção, muitas vezes sendo necessária a promoção de mudanças na administração e gestão desses processos.

Veja mais: 4 passos para diminuir a distância entre o projeto e o PCP

Tenha o PCP como um diferencial

Podemos perceber que houve algumas inversões de papéis: temas que eram tidos como sem importância ou pouco relevantes, ganharam destaque e passaram a ser tratados como básicos ou até mesmo essenciais. Até mesmo as micro e pequenas indústrias passaram a dar uma importância muito maior ao planejamento e controle da produção, pois perceberam que estas atividades podem gerar diferenciais competitivos devidos às melhorias por elas promovidas.

A inovação está cada vez mais sendo implantada por essas indústrias, uma vez que os conceitos avançados estão cada vez mais acessíveis através de sistemas e software de PCP desenvolvido para pequenas indústrias. Com isso, elas conseguem aumentar a competitividade de seus produtos, seja por um incremento na qualidade ou por uma redução nos custos, mas sempre focando no atendimento das necessidades dos clientes e na ampliação da presença no mercado.

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Mestrando em Administração. Atualmente é Diretor do PPCP INSTITUTE BRASIL, empresa especializada em Consultoria, Pesquisa de Mercado e Treinamento Empresarial com ênfase em PPCP, realizando projetos de inteligência de mercado, planejamento demanda e controle de processos e otimização da produção.


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